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Presidente da Câmara Municipal de Olímpia é preso em investigação por suposto esquema de repasse de salário
Além do Presidente da Câmara Municipal, também foram presos um homem e duas mulheres em investigação que apura suposto esquema de repasses de salários de servidores comissionados ao vereador
A Polícia Civil realizou ontem, quinta-feira (15) a Operação Caixa Frio, para investigar suspeitas de peculato e associação criminosa envolvendo um vereador que ocupa atualmente a presidência da Câmara Municipal da cidade de Olímpia e assessores ligados ao seu gabinete.
A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário e foi coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Barretos, com a participação de equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) e da Central de Polícia Judiciária (CPJ), além do apoio operacional da Força Tática da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o recebimento de informações sobre um suposto esquema de exigência e repasse de parte das remunerações de servidores comissionados vinculados ao gabinete parlamentar e, conforme a apuração, os valores teriam sido destinados ao agente político investigado.
Durante as investigações, foram colhidos depoimentos e analisados documentos, extratos bancários, relatórios de inteligência financeira e informações obtidas mediante afastamento de sigilos bancários.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos apontaram movimentações financeiras consideradas compatíveis com a hipótese investigada, além de indícios de atuação organizada e possível divisão de tarefas entre os envolvidos.
Os mandados de busca foram cumpridos em endereços residenciais dos investigados, no gabinete parlamentar vinculado ao vereador e em outros locais relacionados aos fatos, e o objetivo foi apreender documentos, celulares, equipamentos de informática e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
O nome Caixa Frio faz referência a um estabelecimento comercial do ramo de sorvetes pertencente a um dos investigados e, segundo a Polícia Civil, elementos reunidos na investigação indicam que o local teria sido utilizado para entregas de valores relacionados aos fatos apurados.
A Polícia Civil informou que dará continuidade à análise dos materiais apreendidos e às demais diligências para esclarecer os fatos, identificar possíveis outros envolvidos e reunir provas para eventual responsabilização criminal.
As investigações seguem sob sigilo e os fatos ainda estão em apuração, e as suspeitas deverão ser comprovadas no curso da investigação e, se houver denúncia, do processo judicial.