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VERGONHA
Bom Dia Barretos.
Um manto de vergonha, tristeza, decepção e desesperança se abateu sobre a população brasileira pelo espetáculo ridículo em que se transformou a sessão do Supremo para analisar a proposta de abrir investigação sobre a conduta irregular, comprovada documentalmente, do ministro Alexandre de Moraes.
O clamor popular, as manifestações de entidades de classe e a imprensa se juntaram no pedido de inquérito dirigido ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que também esposava o mesmo sentimento. Finalmente, a sessão foi marcada e televisionada. A população se postou diante dos aparelhos de TV, torcendo para que, pelo menos uma vez, o Supremo tomasse uma decisão.
Ledo engano. Já no início, três membros do Supremo chamaram para si o dever de tumultuar a sessão, fugindo do tema a ser discutido e apresentando questões de ordem, interrompendo muitas vezes até o presidente da sessão.
Depois de tumultuar tudo, exigiram que a sessão fosse interrompida e que o processo de Alexandre de Moraes fosse julgado na mesma sessão que analisaria a denúncia de Kássio Nunes. Em verdade, não há ligação nenhuma entre os dois processos. Um fala de corrupção documentada e o outro afirma que Moraes usou o poder de investigação sem autorização do pleno.
Querem, em verdade, forçar a barra para arquivar os dois processos, já que o titular da PGR (Procuradoria-Geral da República) deu parecer pelo arquivamento do processo de Moraes.
É estranho que os três que assumiram essa desonrosa missão sejam ligados diretamente ao presidente Lula, que, ao nomear Flávio Dino, disse-se orgulhoso por nomear, pela primeira vez, um comunista para o Supremo.
A decepção está estampada no rosto das pessoas, e o descrédito do Supremo junto à população atingiu níveis preocupantes.
Só a mão de Deus pode colocar o Brasil no rumo certo.
BOM DIA, BARRETOS.