Esportes
Argentina e Inglaterra revivem rivalidade histórica por vaga na final da Copa do Mundo
Muito além da disputa por uma vaga na decisão da Copa do Mundo de 2026, Argentina e Inglaterra voltam a se enfrentar carregando uma das rivalidades mais marcantes da história do futebol.
O duelo, marcado para as 16h de hoje, reúne duas seleções tradicionais dentro de campo, mas também desperta lembranças de um conflito político e militar que ultrapassa o esporte.
A tensão entre os dois países ganhou força em 1982, quando Argentina e Reino Unido travaram a Guerra das Malvinas, conflito de 74 dias pela posse do arquipélago conhecido como Ilhas Malvinas pelos argentinos e Falkland Islands pelos britânicos.
A guerra terminou com a vitória inglesa, deixando 650 militares argentinos e 255 britânicos mortos, além de três civis, contudo, quatro anos depois, a rivalidade encontrou o palco perfeito: a Copa do Mundo de 1986, no México.
Nas quartas de final, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, em uma partida eternizada por Diego Maradona, onde o camisa 10 marcou o polêmico gol da “Mão de Deus”, validado pela arbitragem, e, minutos depois, anotou aquele que é considerado por muitos o maior gol da história das Copas, ao driblar cinco adversários desde o meio de campo antes de balançar as redes.
Desde então, cada encontro entre as seleções passou a carregar um peso simbólico, e em 1998, pelas oitavas de final da Copa da França, a Inglaterra deu o troco ao eliminar os argentinos nos pênaltis após empate por 2 a 2, em uma partida marcada pela expulsão de David Beckham e por provocações entre jogadores e torcedores.
Em 2002, na fase de grupos do Mundial da Coreia do Sul e do Japão, os ingleses venceram por 1 a 0, com gol de pênalti de Beckham, resultado celebrado como uma espécie de revanche esportiva.
Agora, em 2026, o reencontro ganha novos ingredientes, e antes mesmo do apito inicial, a seleção argentina anunciou que entrará em campo vestindo seu uniforme azul-escuro, a mesma cor utilizada justamente nas vitórias sobre os ingleses nas Copas de 1986 e 1998, um detalhe que rapidamente repercutiu entre torcedores e imprensa.
Embora a rivalidade seja frequentemente associada à guerra, a relação entre os dois países também possui profundas ligações culturais, pois a influência britânica foi decisiva para a introdução e o desenvolvimento do futebol na Argentina no fim do século XIX, e diversos clubes argentinos surgiram inspirados por imigrantes ingleses.
A disputa territorial pelas Malvinas, porém, permanece sem solução definitiva e a Argentina reivindica a soberania do arquipélago, enquanto o Reino Unido mantém o controle das ilhas desde 1833.
Em 2013, um plebiscito realizado entre os moradores apontou ampla maioria favorável à permanência como território britânico, posição rejeitada pelo governo argentino, que continua defendendo a retomada das negociações diplomáticas.
Neste cenário, Argentina e Inglaterra voltam a escrever mais um capítulo de uma rivalidade que mistura futebol, história e política, e em campo, apenas uma seleção garantirá presença na final da Copa do Mundo.
Fora dele, o duelo continua carregando um simbolismo raro no esporte mundial, alimentado por décadas de confrontos, memórias e disputas que vão muito além dos 90 minutos.
Palmeiras ganha reforços importantes e esvazia Departamento Médico para sequência da temporada
O Palmeiras inicia o segundo semestre em situação mais confortável para a disputa das principais competições da temporada, e além da contratação do zagueiro Alexander Barboza, único reforço anunciado até o momento, o técnico Abel Ferreira passa a contar com o retorno de jogadores importantes que estavam entregues ao Departamento Médico.
As principais novidades são o lateral-esquerdo Piquerez e o atacante Vitor Roque, ambos próximos de voltar a ficar à disposição da comissão técnica, tendo Piquerez desfalcado o Verdão por 18 partidas e, embora tenha integrado a delegação do Uruguai na Copa do Mundo, não entrou em campo durante a competição.
Já o atacante Vitor Roque passou por cirurgia no tornozelo esquerdo e não atua desde abril, mas durante a paralisação do calendário, abriu mão das férias para intensificar o tratamento e já participa das atividades com o grupo na fase de transição física, e deve voltar a ser opção para Abel Ferreira nas próximas rodadas.
Com isso, o Departamento Médico do Palmeiras praticamente ficou vazio e o único jogador ainda em recuperação é o lateral-esquerdo Jefté, que passou por cirurgia no joelho direito no início de junho, mas seu retorno do atleta está previsto apenas para o fim desta temporada ou o início de 2027.