Esportes
França e Marrocos travam batalha decisiva no meio-campo por vaga na semifinal
França e Marrocos fazem nesta quinta-feira, em Foxborough, nos arredores de Boston, um dos confrontos mais aguardados das quartas de final da Copa do Mundo de 2026, e apesar do grande talento ofensivo das duas seleções, a disputa pela classificação deve ser definida na batalha do meio-campo, setor em que franceses e marroquinos adotam estratégias bastante diferentes.
Favorita ao título, a França aposta no equilíbrio proporcionado pela dupla de volantes Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni, e enquanto Rabiot tem liberdade para apoiar o ataque, Tchouaméni é responsável pela proteção da defesa e pela recuperação da posse de bola, permitindo que o quarteto ofensivo tenha liberdade para criar as principais jogadas da equipe comandada por Didier Deschamps.
A principal dúvida dos franceses está justamente na condição física de Tchouaméni, que se recupera de uma lesão no músculo adutor da coxa, mas, caso o volante do Real Madrid não tenha condições de atuar, Manu Koné deve ser mantido na equipe, e com características mais ofensivas, Koné aumenta o poder de criação, mas também deixa a seleção mais vulnerável aos contra-ataques, principal arma do adversário.
Mesmo diante desse cenário, a comissão técnica francesa descartou alterar o esquema tático para um modelo mais defensivo, mantendo a filosofia ofensiva que vem rendendo boas atuações desde o início do Mundial.
Do outro lado, Marrocos aposta justamente na força de seu meio-campo para surpreender novamente, e diferentemente da França, os “Leões do Atlas” distribuem a responsabilidade ofensiva entre os meias, que participam intensamente da construção das jogadas e chegam com frequência à área adversária.
Uma das grandes revelações da equipe é Ayyoub Bouadi, de apenas 18 anos, que ganhou destaque após a boa atuação na estreia diante do Brasil, tendo ao seu lado, Azzedine Ounahi, que vive excelente fase e voltou a ser um dos principais jogadores da seleção marroquina após recuperar o bom futebol apresentado na Copa de 2022.
No esquema do técnico Mohamed Ouahbi, sem um centroavante de referência, os meio-campistas e os laterais, liderados por Achraf Hakimi, assumem papel decisivo nas ações ofensivas, com Brahim Díaz organizando o setor criativo, enquanto Ismael Saibari, originalmente meia ofensivo, atua como falso nove e é o artilheiro da equipe na competição, com três gols.
Quem completa o trio é Neil El Aynaoui, responsável pela organização do jogo e pela distribuição das jogadas, liderando a equipe em número de passes e exercendo papel fundamental para equilibrar o duelo físico contra os franceses.
O confronto coloca frente a frente dois modelos distintos de futebol e a França aposta na solidez defensiva para liberar seu poderoso ataque, enquanto Marrocos constrói suas principais ações a partir da movimentação e da criatividade dos homens de meio-campo.
Neymar terá reapresentação definida pelo Santos na próxima semana
O Santos aguarda a reapresentação de Neymar após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, e o camisa 10 ainda terá a situação definida na próxima semana, quando diretoria e comissão técnica vão estabelecer o cronograma para seu retorno.
Ao contrário da maior parte do elenco santista, Neymar não desfrutou do período de férias concedido durante a paralisação do calendário e, enquanto os demais jogadores descansaram antes do início da intertemporada, o atacante permaneceu à disposição da Seleção Brasileira.
O Santos pretende avaliar o desgaste físico acumulado durante a competição antes de definir a data de reapresentação e o planejamento de preparação para a sequência da temporada, além disso, outro tema que deve ganhar força nos próximos meses é a renovação contratual, pois o vínculo de Neymar com o Santos termina em dezembro de 2026, e sua permanência para a próxima temporada ainda não foi definida.
Em sua atual passagem pelo Peixe, o atacante disputou 15 partidas, marcou seis gols e deu quatro assistências, sendo titular em 14 jogos e na Copa do Mundo, participou de apenas dois confrontos: entrou por 14 minutos na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia e atuou por 23 minutos na derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, quando marcou um gol de pênalti.