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Golpe do falso advogado faz duas vítimas e causa prejuízo de R$ 14 mil
Dois moradores de Barretos registraram ocorrência na delegacia após serem vítimas do “golpe do falso advogado”, e nos dois casos os falsários se passaram por advogados e autoridades do Poder Judiciário, convencendo as vítimas a compartilhar telas de celulares e realizar operações bancárias sob a falsa promessa de recebimento de valores provenientes de ações judiciais.
No primeiro caso, uma professora de 43 anos, relatou que recebeu uma ligação por meio do WhatsApp, de uma pessoa que se apresentou como sua advogada e durante a conversa, a mulher informou que ela teria vencido uma ação judicial e que receberia uma quantia em dinheiro após uma suposta audiência com um juiz.
Mais tarde, a vítima recebeu uma chamada de vídeo e o interlocutor se identificou como o promotor “Everaldo Luiz” e afirmou que seria necessário realizar alguns procedimentos para a liberação do valor, de forma que o falso promotor orientou a professora a espelhar a tela do celular e acompanhar instruções para receber o dinheiro.
Como o valor prometido não apareceu na conta, o golpista encaminhou um código de barras e informou que o pagamento seria apenas uma etapa do processo, garantindo que o dinheiro seria estornado posteriormente, e então, acreditando estar seguindo um procedimento judicial legítimo, a professora efetuou o pagamento de um boleto no valor de R$ 4.000,00, vindo a perceber o golpe, somente dias depois.
Na segunda ocorrência, um empresário de 54 anos, recebeu mensagens enviadas por um perfil de WhatsApp, o qual utilizava o nome do advogado que representa a empresa da vítima em uma ação judicial.
De acordo com o empresário, o golpista afirmou que a empresa havia obtido vitória no processo e teria direito ao recebimento de R$ 13.000,00.
No dia seguinte o empresário recebeu novo contato de uma pessoa que se apresentou como o juiz de direito “Dr. Guilherme Aguiar”, responsável por supostamente validar os dados e liberar o pagamento.
Convencido pela narrativa dos criminosos, o empresário participou de uma chamada de vídeo, confirmou informações pessoais, compartilhou a tela do celular e seguiu as orientações recebidas.
Ao final dos procedimentos, porém, percebeu que não havia recebido qualquer valor e na verdade, foi realizado um Pix de R$ 10.000,00 da conta da empresa para uma outra conta.
Assim que constatou o golpe, o empresário contestou a transferência junto ao banco e foi orientado a registrar boletim de ocorrência.