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Com gol aos 41 do 2º tempo, Barretos perde em São Carlos e se despede da competição
O Barretos perdeu a vaga na semifinal do Campeonato Paulista da Série A-4 ao ser derrotado por 1 a 0, pelo Grêmio São Carlense, no Estádio Luiz Augusto de Oliveira, em São Carlos, pelo confronto de volta das quartas de final.
O Barretos começou o jogo tentando adotar uma postura ofensiva mesmo fora de casa, buscando o gol desde os primeiros minutos, contudo, apesar disso, encontrou dificuldades e o Grêmio São Carlense então controlou o ritmo e administrou o resultado, sendo registradas poucas oportunidades claras em um primeiro tempo que terminou sem gols.
Na etapa final, o Barretos intensificou a pressão e passou a ocupar mais o campo de ataque, aumentando o ritmo em busca da classificação, mas com o passar do tempo chegou o nervosismo e as substituições, evidenciando a maior deficiência do time, que a cada troca de jogador, caia ainda tecnicamente, comprovando ser mesmo um elenco reduzidíssimo a pouca coisa mais que 11 atletas.
Aos 41 minutos, em um lance de contra-ataques veio a definição para o time da casa quando Giba avançou e tabelou com Gilvan antes de finalizar com precisão para marcar o único gol do jogo, garantindo a vitória e a vaga na semifinal.
Agora São-Carlense segue na disputa e enfrentará a Inter de Bebedouro na próxima fase, enquanto que São Caetano e Penapolense disputam a outra vaga na final.
Para o narrador e comentarista Mazinho Dias, o desempenho e a eliminação do Barretos passam por fatores decisivos ao longo da competição. “O fato de ter perdido um lugar no G-4 da primeira fase pesou, pois Barretos e São-Carlense apresentavam o mesmo nível técnico e também o mesmo aproveitamento, portanto, jogar em casa tendo o empate a favor é fundamental”, avaliou.
Mazinho Dias também apontou falhas fora de campo. “Houve erro da diretoria em não tomar providências para reforçar o time em setores onde claramente havia limitações, como no ataque e no comando ofensivo, além disso, foi também houve infelicidade ao trazer, na troca de fichas, duas contratações de péssimo nível técnico, que em nada agregaram, pois os dois reforços, um deles nem no banco ficou no primeiro jogo, enquanto que o segundo jogou parte do segundo tempo e se limitou a não conseguir dominar uma bola que recebeu em um lance lateral. Já no segundo jogo, os dois “reforços” começaram no banco de reservas e jogaram somente parte do segundo tempo, onde não marcaram, não correram, não criaram, não finalizaram, não deram uma assistência, enfim, não serviram para nada”.
Por fim, Mazinho Dias concluiu: “Isso acabou por sacramentar o porquê o time não foi disputar as finais, ficando para os próximos anos a experiência de que nenhum time consegue acesso com elenco restrito a 11 jogadores e um banco de reservas medíocre”.
Goleiro barretense brilha com três defesas de pênaltis na final e coloca o Marília na Série A2
Herói improvável apenas para quem não acompanhou sua trajetória, goleiro barretense Wagner Coradin escreveu uma das páginas mais memoráveis da história recente do Marília Atlético Clube ao garantir o acesso à Série A2 com uma atuação simplesmente histórica diante do XV de Jaú.
Na decisão por pênaltis, o goleiro foi gigante, literalmente e tecnicamente, ao defender três cobranças de pênaltis e transformar uma noite de tensão em explosão de alegria para a torcida maqueana, encerrando um jejum de 11 anos longe da divisão A-2.
Frio, seguro e decisivo, Coradin não apenas fechou o gol, mas assumiu o protagonismo que poucos conseguem em momentos tão extremos, coroando uma campanha já marcada pela regularidade e pelos números impressionantes como o goleiro menos vazado da competição.
Ao apito final, a cena que simbolizou a dimensão daquele feito: de joelhos, o goleiro atravessou o gramado do Abreuzão em agradecimento, ao lado do presidente Alysson Alex, em um gesto de fé, superação e entrega que resumiu perfeitamente sua jornada.
Mais do que um acesso, Wagner Coradin entregou ao Marília um capítulo de glória, daqueles que transformam jogadores em ídolos eternos e permanecem vivos na memória de uma torcida inteira.
Sua atuação na grande final não foi um acaso isolado, mas o ápice de uma campanha construída com consistência e protagonismo, com ele acumulando intervenções seguras, liderança dentro de campo e regularidade impressionante, atingindo um patamar raríssimo até mesmo para grandes goleiros, com três defesas em uma mesma disputa, algo que exige não só qualidade técnica, mas coragem e controle emocional fora do comum.