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Milhões de pessoas sofrem por más políticas públicas
No Brasil, uma pessoa é considerada pobre se sua renda mensal é inferior a meio salário mínimo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que atinge cerca de 30 milhões de pessoas pelo menos. Num país que acaba de divulgar que já somos 212 milhões, e ao nos depararmos com um imenso número de pessoas que ganha um salário mínimo por mês, considerar que apenas aqueles trinta milhões são pobres, é discutível. E os que nem recebem meio salário por mês se encontram na indignidade de uma vida miserável.
O IBGE já divulgou também os últimos números de brasileiros que têm “grave insegurança alimentar”, ou seja, literalmente passam fome: “Em 2023, 27,6% dos domicílios brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, o que corresponde a 21,6 milhões de domicílios. A classificação da insegurança alimentar foi a seguinte:
- 18,2% (14,3 milhões) de insegurança alimentar leve;
- 5,3% (4,2 milhões) de insegurança alimentar moderada;
- 4,1% (3,2 milhões) de insegurança alimentar grave, caracterizada pela redução quantitativa de alimentos, inclusive entre as crianças, o que resulta em uma ruptura nos padrões de alimentação”.
Dar uma olhadinha nesses números apenas mostra o que vemos na realidade urbana, a não ser que propositadamente nos façamos de cegos ou alienados: transporte público dos trabalhadores em horríveis condições, com ônibus, trens, metrôs superlotados; insegurança pública com bandidos mesmo à luz do dia assaltando idosos e incautos ao vivo ou pela internet; atualmente as filas de espera para atendimento à saúde não são mais nas calçadas, mas virtuais; multidões de trabalhadores se arriscando em meio ao caóticos trânsitos urbanos com bicicletas, motos e veículos quase sem condições de trafegar; educação tão ineficiente que milhões de jovens, mesmo os que conseguem cursar até o ensino médio, saem das escolas com dificuldade de leitura e cálculos; e assim por diante, que a lista de problemas, causados por más políticas públicas, é grande.
E agora, nesse dia, celebra-se o 202º aniversário da Independência desse riquíssimo Brasil que, no entanto, já teve. e ainda tem, suas imensas riquezas exploradas e daqui levadas por centenas de nações ao longo de seus poucos mais de quinhentos anos.
Ainda há muita riqueza aqui, suficiente sim para elevar todos os seus esforçados habitantes a uma qualidade de vida invejável… mas, no entanto, sofrem com abusivas taxas de impostos consideradas uma das mais altas de todo o mundo. E como esses recursos acabam por sustentar prioritariamente os altos custos das más políticas públicas, que são geridas mais para seus administradores do que para o bem comum, lamentavelmente apenas perguntamos: temos mesmo o que celebrar nesses aniversários anuais?
(Por: Diácono Lombardi)