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Só Jesus, que é Deus, tem palavras de vida eterna
Neste domingo acompanhamos a última parte do discurso do “pão da vida” no Evangelho de João. Os efeitos do que Jesus ensinou refletem em seus ouvintes, principalmente nos discípulos. Algumas pessoas acharam as palavras de Jesus difíceis demais para aceitar. Era uma novidade exigente! Jesus percebeu interiormente que estavam resmungando, como em Jo 6,41, porque ele ensinou a respeito do pão descido do céu. Mais assustados eles ficariam quando vissem o Filho do Homem subir para onde estava antes, para sua origem em Deus (v. 62). Como em outros momentos no discurso, os interlocutores não compreenderam o que Jesus falava.
O Espírito é quem vivifica e conduz à compreensão das palavras de Jesus (v. 63). No entanto, eles ainda eram carnais, fechados em si mesmos (Jo 3,6-8), e precisavam de
conversão para assimilar o mistério apresentado por Jesus. As “duras” palavras de Jesus
são inspiradas pelo espírito (sopro divino) e geram vida, porém a carne (os critérios humanos) não serve para interpretar o sinal dos pães e o apelo à conversão embutido nele.
Jesus pensava além da realidade e sabia que nem todos os que se diziam discípulos realmente acreditavam – o caso extremo era o de Judas. Desta maneira, os discípulos se
encontravam diante da proposta de fazer uma escolha fundamental: aderir e converter-se
ou recusar e continuar da mesma maneira.
No Evangelho, Jesus proporciona a seus seguidores a oportunidade de um discernimento: seguir suas palavras duras ou abandonar essa proposta. Hoje somos confrontados. Que escolhas precisamos fazer na vida? (Vida Pastoral, Paulus, n. 358)