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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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A última ceia dos que ofendem a Deus

Os seres humanos, desde o princípio, são criados à imagem e semelhança de Deus e, por isso, são totalmente diferenciados de todas as demais criaturas terrenas, pois recebem dele o espírito que lhes dá vida, com Inteligência e Liberdade.

Deus ama todos os seres humanos, e o seu próprio Filho unigênito, Jesus, que é Deus, quis também ser um de nós. Ele veio pessoalmente há dois mil anos, fundou para nós o Reino de Deus, e continua convidando todos para fazerem parte desse reino. Não obriga. Todos são livres para aceitar ou recusar esse Convite. Bilhões de pessoas, ao longo da história, o rasgaram e o jogaram no lixo, dando costas a Deus. Assim agiram e ainda agem porque, por sua Liberdade, decidiram ser eles próprios “deuses” de si mesmos, estabelecendo o que é certo ou errado, sem qualquer dependência às leis divinas, que contestam e propositalmente desobedecem.

Um cristalino exemplo desse mau uso da Liberdade o mundo assistiu, na abertura das olimpíadas 2024, em Paris, com o deboche apresentado sobre a instituição da Eucaristia, o coração do cristianismo católico, parodiando um famoso quadro de Leonardo Da Vinci com a presença de travestis e drag queens. A Igreja, através da Conferência dos Bispos da França, deploraram publicamente as “cenas de zombaria do cristianismo” realizadas pelo diretor artístico da cerimônia, Thomas Jolly, que tentou se defender das críticas surgidas com o clássico argumento da total “Libertè” dos que não aceitam as leis de Deus; disse: “Na França, as pessoas são livres para amar como quiserem, são livres para amar quem quiserem, são livres para acreditar ou não”.

E ele até que tem razão. Aliás, não é só na Franca não. Em toda a Terra, em todos os séculos e milênios, as pessoas são mesmo livres para fazer o que quiserem, porque essa Liberdade lhes foi dada por Deus, que respeita o seu uso até a pessoa dar o último suspiro em sua curta vida terrena. Quando a pessoa chega ao túmulo, do rápido sono da morte ela vai acordar e, diante do justo Juiz – o mesmo Senhor Jesus Cristo que se fez o Pão da Vida instituindo a Santíssima e Sacratíssima Eucaristia – vai lhe mostrar qual a última ceia que está reservada para ela, por toda a eternidade.

“Eu vos digo que nenhum daqueles que haviam sido convidados provará do meu jantar” (Lc 14,24). “Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19,9). “Vem a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5,28s).

A última e eterna ceia dos que teimosamente insistem em sua insensata desobediência às leis divinas não será mesmo nada agradável.

(Por: Diácono Lombardi)

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