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O que é que a Bahia tem? – parte 1
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moradores tais como este comermos doces locais e texturas que permanecerão que ora utilizo como exem- da quitanda quentinha que eternamente registrados plo, a troca da casa que hoje uma vovó havia terminado em nossas memórias. So- valem milhões, pasme, por de fazer para a família. Um mos um país abençoado por uma geladeira a querosene! regalo de sabor e generosi- Deus e bonito por natureza, É, e assim foi feito e dado dade! Que povo acolhedor! como já disse nosso poeta e à projeção turística obtida Retornando para a Ci- cantor, Jorge Ben Jor. pelo lugar, fico pensando dade Baixa, atravessar pela Entretanto, como diz no antigo proprietário, Seu passarela do álcool, cami- o título dessa matéria, o Dudu, se revirando em sua nhar por entre as barracas objetivo aqui não é apenas morada final no cemitério com produtos da região, enaltecer as praias, falar das para nativos logo à entrada restaurantes com pratos músicas e o acolhimento do vilarejo, bem próximo à típicos, mas também a culi- vivido nesse período de igreja de São João Batista. nária portuguesa, italiana, descanso. Nesse momento, Recentemente viaja- Vivíamos outros tempos! árabe, japonesa… a relevância maior está mos para Porto Seguro, A vila de Ar raial Nesse cenário bucólico, em relatar a visita feita na litoral sul da nossa querida D’Ajuda, a praia Jacumã, de um povo de sábia cultura, comunidade indígena Pata- Bahia, Estado localizado na onde está instalado o hotel gentileza extrema, cativante xó, na Reserva da Jaqueira, região nordeste do Brasil. que hospedou os alemães e apaixonante, ouvimos o comunidade que hoje ocupa Ali conhecemos Trancoso, na amarga e inesquecível melhor da música a ecoar uma área localizada em suas lindas praias e o Qua- derrota por 7×1, o rio desa- em bares, restaurantes, bar- meio à ameaçada mata nati- drado, bucólico espaço no guando no mar e por onde racas ao longo da orla, na va dentro da Terra Indígena pequeno vilarejo, o turístico nossa chalana navegou área de lazer do nosso hotel, Coroa Vermelha. Quadrado de Trancoso, ten- até ancorarmos em belas em chalanas e escunas. É, o Para entenderem um do ao centro, e não poderia praias, deslizando antes por bom gosto musical do baia- pouco mais sobre os Pata- faltar, um campinho de entre mangues de argila e no não me surpreendeu, já xó, são eles considerados futebol de verde gramado, banhos saudáveis, claro, havia vivido estas cenas em o povo originário da região recortado por caras felizes para quem se dispusesse a outros cenários nordestinos do extremo sul da Bahia; chutando a bola para lá e encarar o cheiro peculiar da de nosso país, onde as músi- povo de cultura rica e di- para cá. Ali, cães, crianças, areia preta do mangue; tudo cas brasileiras se misturam versificada, língua e costu- moradores e turistas com- isso embalado pela música a em sons, ritmos e vozes. mes próprios, além de uma partilham da singeleza da bordo escolhida por nossos Todas essas visões fun- forte relação com o meio vida, do passar das horas anfitriões. dem-se em nossas mentes ambiente e suas tradições que parecem vagar com Um pouco além, já em tal qual amalgamam-se o ancestrais. (continua). maior morosidade. terra firme, na Cidade Alta sal, a areia e a água do mar, Nas fachadas de muitas de Porto Seguro, pudemos fusão de líquidos, sólidos, Sada A. Ali portas, placas relatam fatos visitar o Marco do Desco- embalados pela brisa, numa Psicóloga pitorescos de seus antigos brimento do nosso país, profusão de cores, aromas e CRP. 06/166892 |
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