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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Salário de Enfermagem: monopólio da Fundação Pio XII dribla benefícios da Lei Federal e traz graves prejuízos ao setor e à cadeia econômica da cidade

Governo Federal recentemente concedeu piso salarial à categoria de enfermagem, que foi comemorada pelos seus membros e servindo também como reconhecimento da sociedade pela coragem, humanismo e desprendimento que ficou marcado durante a pandemia de COVID19.
Pois bem. Em Barretos se desenhou essa semana uma decisão da Fundação Pio II, alterando o modo de divisão de trabalho dos paramédicos, de forma a trazer transtornos diversos em suas vidas.
Negação de pagamento da insalubridade e mudança de formato de carga horária, que impedem os trabalhadores da área de conseguirem variadas fontes de trabalho com impacto negativo em suas receitas de trabalho, muitas dos quais, para custeio familiar.
No afã de economizar despesas para a Fundação, o gestor “cumpre” a lei dando com a mão direita e sufoca os funcionários (colaboradores, como são tratados) lhes restringindo uma renda mais adequada e dignificante.
Fator agravante: existe um monopólio, conhecido, denunciado e condenado por tomar conta de quase todos os empregos na saúde de Barretos, incluindo invasão do setor público, onde também MANDA, provocando um dos condenáveis vícios de qualquer monopólio.
É lógico que, numa cidade em que a renda per capta já é baixa, a frieza dessa decisão vai impactar todos os demais segmentos da cadeia econômica, por exemplo, o comércio de necessidades básicas.
Agora vêm as perguntas…Até quando o Ministério Público vai assistir tal situação, agora, muito agravada pela manobra desleal de drible de uma lei feita para beneficiar quem merece?
Será que o COREN não descerá de uma posição de defesa profissional diante dos prejudicados por tal monopólio?
Onde estão os Senhores Vereadores, para tomar uma atitude sobre quem está explorando um serviço publico (SAÚDE), mandando inclusive na Prefeitura, através de um secretário de saúde que é mero cumpridor de ordens extra gabinete? Continuarão concordando e aceitando passivamente?
Para uma resposta à crise criada, deveria o gestor descer de prováveis 30.000 pés de altitude, e vir prestar contas sobre o que é gasto da fortuna que arrecada de dezenas de fontes, inclusive oficiais (de grande monta) e não provendo recurso para remunerar digna e decentemente aos chamados COLABORADORES que são essenciais, além evidentemente dos Médicos abnegados (e de verdade).
Ainda mais: cumprir o ESPÍRITO DA LEI FEDERAL QUE FOI CRIADA para premiar cidadãos valorosos como são, sendo agora colocados numa rota de preocupação, indecisões, amarraduras (do monopólio) roubando-lhes a necessária tranquilidade para a exigente profissão.
O AMOR, principal dom preferido por Paulo Apóstolo (ante outros dois, a Caridade e Fé) deveria ter o mesmo sentido ao receber a doação como ao destiná-la da forma devida, e não “arquitetada”, numa visão de somente ARRECADAR.
Por fim, o que se cobra é que não adianta insistir em maquiar de AMOR algo que é, sim, RECEBIDO PELO AMOR DOS DOADORES, mas que na hora da destinação, não há o verdadeiro AMOR que deveria existir.

 

Dr. Fauze José Daher
Gastrocirurgião e Endoscopista
Ex Diretor Clínico da Santa
Casa de Barretos , Ex Presid.
Assoc. Paul. Medicina –
Reg Barretos e Advogado

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