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Dia do Trabalho
Bom Dia Barretos.
Acredito que o certo seria comemorar o dia em homenagem ao trabalhador e não simplesmente ao trabalho. Trabalho existe, os honestos e os nem tanto, mas que de certa maneira, pode se chamar de trabalho. Deus disse ao homem ao deixar o Éden comeras o pão com o suor de seu rosto, portanto Deus abençoou o trabalho. Para Deus, não existe diferença entre o valor do trabalho do executivo em seu gabinete com ar condicionado, com secretárias a disposição, e o trabalho do homem do campo, com a pele queimada pelo sol, que com o seu trabalho abastece a mesa do próximo. Cada um a seu modo tem o seu valor. Mas, especificamente, hoje quando comemoramos o dia do trabalho, me permitam destacar um trabalhador anônimo, um homem simples do povo, já de certa idade e que encontro algumas vezes pelas ruas puxando com muito sacrifício uma carrinhola repleta de papelões que recolhe para garanti r alguns trocados, com os quais vai tocando a vida. Não reclama, não pede esmola, mas com muito sacrifício vai garantido o pão nosso de cada dia. Às vezes, o sol está escaldante, o suor escorre pela sua face, mas cadenciadamente continua seu mister. Esse sim merece nosso respeito e aplausos, e deve ser destacado e valorizado no dia do trabalho ou do trabalhador, mas o que vemos frequentemente, nas comemorações, são festas regadas por verbas públicas e patrocinadas por sindicatos que defendem o corporativismo se esquecendo do verdadeiro trabalhador. O trabalho é uma benção de Deus, que valoriza o homem, lhe dá dignidade, garante seu sustento e de sua família. O trabalhador não tem tempo para fofocas, se concentra nos seus afazeres e engrandece sua comunidade. É a esse trabalhador humilde, que não tem carteira assinada, não tem proteção de leis trabalhistas, não tem décimo terceiro nem férias remuneradas, que quero prestar minhas homenagens no dia de hoje. A você trabalhador anônimo, que as bênçãos de Deus o protejam sempre e que o seu fardo não seja mais pesado que suas forças.
Bom dia, Barretos.