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Os riscos do cigarro eletrônico para a saúde do coração
Olá!
Os cigarros eletrônicos também conhecido como vape ou e-cigarro não precisam de combustão para funcionar, não gera o odor característico e isso pode levar a uma falsa percepção de segurança desses aparelhos, mas possíveis benefícios não encontram respaldo na comunidade científica.
Estudos tem demonstrado riscos associados especialmente para a saúde cardiovascular. Uma pesquisa, publicado na revista Circulation observou que, dos 476 adultos saudáveis analisados, os adeptos do cigarro eletrônico apresentavam taxas mais altas do colesterol LDL – considerado ruim – em comparação aos não fumantes. Além disso, o nível do colesterol considerado “bom”, HDL, era mais baixo.
Outra pesquisa analisou o fluxo sanguíneo no coração dos fumantes de cigarro comum e do eletrônico em dois momentos: em descanso e após fazer exercícios. Nos adeptos do cigarro tradicional, o fluxo sanguíneo aumentou modestamente depois de fumar e diminui após os exercícios. Já entre os usuários do eletrônico, foi registrada uma redução tanto depois da inalação quanto dos exercícios, indicando um desempenho negativo da circulação sanguínea. Uma única exposição já é capaz de lesionar a função endotelial.
Trocar o cigarro tradicional pelo eletrônico não modifica os riscos inflamatórios, de formação de coágulos e trombos e de arritmias associados ao ato de fumar. Diferente do cigarro que demora as vezes 20 a 30 anos para manifestar doenças no usuário, o eletrônico é capaz de matar jovens rapidamente.
E eles são efetivos para ajudar as pessoas a pararem de fumar? Não. O percentual de indivíduos que utilizam o produto e conseguem larga-lo definitivamente é igual ao daqueles que tentam parar de fumar sem usar outro método: 3 a 5%.
Um ótimo domingo e até o próximo!
Daniele Rezek
Cardiologista
CRM 145.887
RQE 64.850