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Antes que o Sol se vá, viva
Como as emoções influenciam a nossa saúde, refletindo benéfica ou malevolente em nosso organismo. Este por sua vez, responde em maior ou menor grau aos estímulos detectados interior ou exteriormente. Somos uma somatória de experiências vividas, do contexto em que vivemos ou das pessoas com quem convivemos. Podemos passar um dia inteiro dando respostas assertivas ou as negando. Esse sentimento abstrato que se move em nós, produz dores assintomáticas ou sensações de felicidade momentâneas.
O grau de intensidade de uma ou da outra vai se materializar em dados concretos que logo serão descobertos em um exame ou fisicamente se manifestará.
As doenças acontecem por algum motivo ou causa que nos passa despercebidos. A nossa mente é um palco para que as emoções desfilem suas atrocidades e as metabolize em forma palpável.
Somos o resultado de nossos pensamentos e ações. Somos as escolhas que fazemos, as escolas da vida que frequentamos. E tudo acontece tão sutilmente que não percebemos e quando se dá conta tudo já é, já está formado e tal como rocha se solidificou em nós.
Daí, temos que recorrer a britadeiras boas e fortes o suficiente para quebrar rochas entranhadas em nossas mentes.
Parece difícil de entender, mas não o é. Fácil é se livrar de tudo aquilo que não é justo, bom e agradável.
Como discernir o que é justo, bom e agradável?
Isso advém de observação e muita meditação. Vem de muitas vezes ao estar só, se contentar com a essência da solidão e não pensar que ela é um fim, porém um caminho, uma porta para evolução. Lembre-se de Jesus nos quarenta dias no deserto, passando por fome e tentações. Então, seja forte e resista.
E busque se alimentar adequadamente, saboreando cada grama de alimento, sentindo a força e o valor de uma gota cristalina de água.
Viver é algo muito bom, quando se dá sentido à própria existência, seja no ato de respirar ao ato de observar, sentir e desfrutar o bom, belo e aprazível com moderação.
Ser misericordioso com o outro e consigo mesmo.
O amor ao outro só o pode praticar quem à primeira vista se amou. Ninguém oferece aquilo que não tem, e fingir o ter acrescenta créditos a serem pagos uma hora ou outra com juros altíssimos.
Busquemos do mais alto dos céus razões para que nossa existência não seja simplesmente o ato de nascer, crescer, se desenvolver e morrer, mas o de viver plenamente doando de si o melhor e contribuindo para outras pessoas existirem. O sublime também se alcança e perto dele está a eternidade.
Deus abençoe a todos em sua infinita bondade. Que haja paz na Terra aos homens por Ele amados.
Rita de Cássia Minuncio
Professora e Psicopedagoga.
Dedico esse artigo a minha amiga Mara Alice Bráulio Costa que faz diferença na existência de outras pessoas.