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Eh! Eh! Chão Preto!
Caros leitores,
Hoje Barretos festeja seu aniversário!
Na passagem de seu 167º aniversário de fundação, a enaltecemos e parabenizamos o nosso povo e a todos aqueles que por aqui passaram e contribuíram com seu trabalho para a grandeza e prosperidade de nossa querida Chão Preto, fazendo desta cidade um lugar melhor de se viver.
Ah… sentimos um enorme orgulho de sermos barretenses, cujos motivos são muitos, sobretudo, por disfrutar de suas belezas, conquistas e de sua história, onde todos nós, com perseverança, a mantivemos no caminho do progresso. Pois, agora, cabe a nós fazermos o amanhã.
No entanto, devemos olhar para o passado, naqueles longínquos tempos, até mesmo para conhecermos as narrativas de nossa história, A chegada dos Barreto e dos Marques (Librina), por volta de 1831, vindos das Minas Gerais, após o declínio econômico do Ciclo do Ouro. Já na Província de São Paulo, nestes confins do sertão de São Bento de Aracoara, cujas terras eram fartas, porém, a mata era fechada, e, como desbravadores, se estabeleceram ao longo do Ribeirão Pitangueiras e alí constituíram as fazendas Fortaleza e Monte Alegre. Os casebres de pau-a-pique. A devoção das famílias ao Divino Espírito Santo e a doação de parte de suas terras em seu louvor, a 25 de agosto de 1854. A primeira capelinha foi erigida e ao seu redor floresceu o arraial, a freguesia, a vila e a cidade.
No final do século XIX e início do século XX, ainda com aspecto de cidadezinha sertaneja e um município com grande extensão de terras, desembarcaram políticos e intelectuais, os chamados coronéis letrados e doutores, entre outros: Antonio Olympio R. Vieira, Cel. Raphael Brandão, Cel. Almeida Pinto, Cel. Silvestre de Lima, Riolando Prado, Jesuíno Melo, Osório Rocha, com a missão de traçarem os destinos político, econômico, educacional e cultural de nossa Chão Preto e serem protagonistas de uma nova história. Com isso, a nossa cidade tomou ares de modernidade, com a fundação, em 1900, de ‘O Sertanejo’, o primeiro jornal da cidade; a chegada, em 1909, dos trilhos da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, interligando Barretos à Capital Paulista; em 1911, o serviço de energia elétrica; em 1912 era a vez da instrução pública com a implantação do 1º. Grupo Escolar, no modelo republicano; em 1913, foi inaugurada a Cia. Frigorífica Agro Pastoril, precursora do Frigorífico Anglo, que trouxe um impulso econômico muito grande. Era o florescer de uma nova cidade. A população urbana era crescente, enquanto que, o município diminuía com os desmembramentos e novas cidades surgiam ao redor. A população flutuante, constituída de peões de comitiva, traziam o gado para ser abatido no frigorífico e invernistas para engorda de seu rebanho, tudo isto movimentava a cidade. Barretos começava a fazer parte do mapa econômico nacional.
Além disso, a cidade passou a receber imigrantes de várias nacionalidades, que através de seus afazeres, trouxeram o desenvolvimento socioeconômico e agregaram suas culturas, seus costumes e seus valores ao nosso povo, além do espírito progressista. Desta forma surgiram clubes de serviços, associações culturais e de classes, cinemas, teatros, escolas primárias e secundárias e não poderíamos nos abster de citar os nossos ícones culturais, como Jorge Andrade, Arutim, Bezerrinha, Nidoval Reis . . . Barretos despertava para os novos tempos!
Na contemporaneidade, ao longo dos anos a cidade evoluiu, uma nova Barretos surge e muitos propósitos são ressignificados, coisas do progresso. A pecuária, a agricultura; o comércio; a indústria; o potencial turístico, principalmente o rural e a cultura caipira; a Festa do Peão e as manifestações folclóricas; o North Shopping Barretos; o Hospital do Amor; as instituições de ensino, do infantil ao superior; centros de convenções; entidades culturais e de lazer; os hotéis; as pousadas; os barzinhos e os encontros com os amigos; os condomínios verticais e horizontais que se multiplicam; novos bairros e as grandes avenidas rasgam o chão preto.
A cidade cresce … e nosso povo continua o mesmo: bom, hospitaleiro e não foge à luta. Somos todos irmãos, como consta em nosso Brasão.
Eh! Eh! Chão Preto! Terra boa é Barretos!
José Antonio Merenda
Historiador e membro da ABC – Academia Barretense de Cultura – Cadeira nº 29.