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Se eu sei a definição, posso ser feliz
Perdi grandes amigos, mas não os que nunca tive. Isto é uma grande verdade. O que fiz foi confundir amigo com colega. Isso explica bem.
Assim, ao pé da letra, descobri a diferença entre aquele que te admira, daquele que trabalha na mesma equipe.
A culpa não foi dos “não amigos”, por não me admirarem ou concordarem comigo em algum ponto ou determinada questão. Confesso arbitrariamente, que a culpa foi mesmo minha em não compreender que colega não precisa me admirar, nem ser adepto aos meus pensamentos, nem apoiar as minhas decisões. Compreensível! Inteligente e respeitoso.
Foi assim, que eu fiz um grande número de inimigos, pois o contrário de amigo é assim definido.
Enquanto rodeada de colegas, me vi solitária de amigos.
Não me entristeci por isto. Somos todos de uma mesma feitura e também de um mesmo Criador. Mas, falei com Deus várias vezes e questionei. Ele respondeu e trouxe paz ao meu coração.
Me ensinou a ser colega de quem é colega e a tratar com carinho e admiração aos poucos porém sinceros amigos.
Se isso me fez feliz? Sim. E me fez compreender que eu não preciso exatamente da aprovação de ninguém, a não ser de Deus e se a minha consciência repousa tranquila em meu travesseiro, no outro dia o Sol que ilumina o amanhecer é o mesmo que aquece o meu coração.
Eis o milagre de cada manhã !
O importante é definir e significar cada um, se amigo ou se colega, e falar tudo apenas para Deus.
Rita de Cássia Minuncio
Professora e Psicopedagoga