Artigos
Quando desconfiar que o consumo de alimentos se tornou compulsão alimentar?
A relação entre o alimento e os seres humanos nem sempre acontece de maneira saudável. A finalidade da alimentação é suprir as energias, vitaminas, aminoácidos e sais minerais perdidos diariamente pelo nosso organismo. Mas existem situações onde essa relação se torna compulsão e é importante a atenção aos sinais.
Isso acontece quando a busca por alimentos se torna frequente, com ou sem sentir fome e de maneira descontrolada, muitas vezes, utilizando a comida como forma de alívio em dias difíceis, comemorações de momentos felizes, ou para compensar alguma frustração ou fato triste, ou seja, o alimento adquire um papel central no dia-a-dia.
Quando esse desequilíbrio ocorre, provavelmente a compulsão está presente. É claro que todos passam por momentos de maior consumo de alimentos, seja por situações festivas ou problemas, o que não caracteriza o processo compulsivo, este só é caracterizado quando há exagero alimentar por longos períodos e a alimentação passa a ser válvula de escape em qualquer situação, tanto positiva, quanto negativa.
Pessoas com compulsão alimentar, geralmente, ingerem grandes quantidades de alimento em uma única refeição, chegando a passar mal e/ou também fazem intervalos menores do que duas horas entre as ingestas. A longo prazo, outras patologias relacionadas podem surgir, como obesidade, diabetes, hipertensão, problemas digestivos e gástricos.
O diagnóstico da compulsão alimentar é escopo do médico psiquiatra, mas é sabido que a herança genética e fatores externos (como o ambiente doméstico obesogênico) podem influenciar. Também pode estar associada a outros transtornos, como por exemplo, transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e depressão.
É um quadro patológico que requer tratamento adequado e acompanhamento psicológico e quanto antes for diagnosticada, melhor a resposta.
Paula Coutrin de
Andrade Silva
Curso de Farmácia
Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos – UNIFEB.