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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Covid, uso dos recursos oficiais e narrativas confusas: um festival de erros e (ainda) sonegação do tratamento precoce ou preventivo

Um episódio que parecia uma encenação na semana passada e se complica a cada tentativa de se explicar. As pessoas acham que o nível de credibilidade nunca vai se alterar e tudo o dito seja suficiente para convencer a opinião pública.
As entrevistas que não convencem, autoridades que se escondem nessa hora crítica e a promiscuidade do dinheiro público com atividade privada tornam séria a situação e dão o clima de perplexidade reinante na cidade.
Vejamos, por parte, diante do que tem sido falado publicamente:
1) A declaração de que uso de recursos foram combinados com base na “palavra confiada” é uma aberração na administração pública, uma vez que qualquer tostão de recursos tem que ser regulado e controlado pelo princípio da legalidade e transparência das ações de governo; na chamada Parceria Público Privada, criada para agilizar ações essenciais de governo (como é exemplo a saúde) é IMPERATIVO, OBRIGATÓRIO E INDISPENSÁVEL que cada moeda saída de cofre público tem que ser vigiada, auditada e documentada entre o agente público e um gestor de saúde, por exemplo;
2) Com esse pano de fundo, trazido da administração Guilherme Prefeito e Henrique Prata gestor, fica denotado claramente que o direcionamento de dinheiro governamental, jamais poderia ter como controle e diretriz do uso, baseado em promessas ou “palavra dada”; isso que dá, hoje, motivo para se usar conhecido jargão: “onde está o dinheiro que estava aqui’’…?;
3) Pernicioso monopólio de saúde que coloca na mesma esteira o Prefeito anterior e Prefeita atual, o administrador da Santa Casa (municipalizada há 7 anos), secretários de saúde e a gestão da Santa Casa orquestrados por um só comando e com controvérsias que saem das próprias contraditórias declarações;
4) Por resultado disso, temos a cidade como a penúltima (mal) colocada em ocupação de leitos de UTI, que significa incompetência e falha na gestão local da pandemia; um fator principal se refere ao não implementar e incentivar o tratamento precoce e prevenção medicamentosa, com uma postura absurda: gestor afirma em mídia televisiva e social dizendo-se apologista e usuário de tratamento precoce e preventivo, mas determina que todo o staff de atendimento, na ponta (e no meio), continue receitando antitérmico e mandando para casa, mesmo com diagnóstico já confirmado;
5) Outra questão absurda é confirmar que reduziu o patamar de 330 leitos do hospital para 200 (quando era tempo de aumentar), desfalcando a área de acolhimento, precisando se socorrer do já condenado lockdown ou restrição de atividades, na hora do aperto, acarretando prejuízos na economia local;
6) Urgente a necessidade da Sra Prefeita vir a público e assumir ações e explicações devidas à população, desvencilhando-se da emaranhada rede de conflito de interesses, totalmente evidenciados e que se portam sem o menor escrúpulo em ainda cobrar mais dinheiro público;
Por fim, o que se tem de concreto é que corre uma CPI na Câmara Municipal, que não inspira a menor confiança, começando por limitar os períodos de governo municipal, sendo que a gestão da pandemia é continuada de antes a agora. Mais parece ser tarefa para altas instâncias do Ministério Público e da Polícia Federal, até porque a rede de conflito de interesses na cidade é de assustar.
Não dá mais para aceitar uma Santa Casa que já foi referência regional funcionar como hospital de segunda linha, mandando pacientes para fora ou assustando quem a procura.
Até quando ?

Dr. Fauze Jose Daher
Gastro-cirurgião e ex Diretor Clínico da Santa Casa de Barretos
Ex Vereador Constituinte

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