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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

COVID em Barretos: sem PREVENÇÃO, sem TRATAMENTO PRECOCE e sem política pública adequada

Passado 1 ano do início da pandemia no Brasil, ainda existem figuras questionando medidas preventivas medicamentosas e o tratamento precoce da doença. Ouvir opiniões leigas em medicina fugirem da profilaxia e tratamento já no início dos sintomas suspeitos é uma possibilidade natural decorrente do desconhecimento da matéria ou com intenções outras de natureza politica ou econômica.
No entanto, médicos deixarem de admitir essa medida que foi percebida e evidenciada pouco depois de deflagrada a epidemia, torna-se uma questão muito estranha e difícil de admitir.
A experiência profissional médica mostra, em todo o seu amplo espectro de atuação, que o exercício dessa sagrada profissão, calcada em múltiplas ciências, por si só, exige o feeling e O SENSO DE OBSERVAÇÃO para conseguir debelar o mal e evitar a morte. É uma atividade seríssima quando o insucesso pode significar a morte.
Passados 365 dias, está claro aquilo que foi logo assimilado pelo profissional sensível, captando evidências de resultados e desfechos melhores. Foi (e é) terrível a maligna politização do tema, com tal força que chega a influenciar negativamente profissionais despreparados “atirados” e “entregues” às trincheiras do atendimento público de forma entristecedora.
Negar evidências da prática médica e se dobrar a interesses políticos é o fim. Mais grave: negá-la em favor de interesses da indústria farmacêutica, no mundo todo corrompendo médicos a serviço do lucro fácil, da ganância e da volúpia enriquecedora está a definir, agora, uma diretriz grave para o futuro da medicina.
Gestores de saúde, prefeitos, governadores e agentes políticos de toda ordem, sem o menor escrúpulo, criminosamente exploram a medicina, em nível de saúde pública, desviando, roubando sagrados recursos públicos e submetendo profissionais corretos, honestos e muitos inocentes, em fase inicial de carreira, sem o preparo necessário e adequado.
E o mal maior: população mal assistida, insegura, enganada à espreita de um atendimento desqualificado, com programas assistenciais teimosamente impostos por governantes despreparados e/ou mal intencionados.
Isso assim é uma regra. Perto de nós: prefeita leiga em assuntos de saúde, secretário de saúde totalmente despreparado para uma missão técnica e gerencial difícil sendo orquestrados por um gestor que acha que sabe comandar, que se enxerga como conhecedor da medicina e vendo-se como valendo mais que do “1.000 médicos” como já teve a coragem de se auto definir.
Ano passado, a gestão de Barretos recebeu dos poderes governamentais a substancial quantia de dezenas de milhões, só para administrar a pandemia de COVID-19, e não tiveram o cuidado de fornecer sequer uma pílula de medicamentos profiláticos nem tratamento precoce na rede pública.
E continua assim até hoje…Querendo mais dinheiro, como especialista que é em conseguir recursos de todas as fontes (aliás, generosas). Características crônicas: não apresenta balanços sobre o uso dos recursos públicos, não ouve opinião técnica que se lhe oponha e com queixa crônica, contumaz da falta de apoio dos governantes.
Ainda que oferecesse leitos de UTI para acudir o caos, que acontece pela incompetência gerencial, deixando marcada uma pesarosa situação: sem qualidade de atendimento médico, sem tratamento precoce ou profilático, sem orientação técnica até por não aceitar o esforço de alguns poucos contratados e à beira do tão temido colapso assistencial.
Ainda hoje, em Barretos: obrigando médicos oncologistas a ocuparem postos de atendimento de COVID, sem expertise para isso, sem segurança para isso, traduzindo em riscos para o povo atendido e verdadeira agressão profissional para os colegas.
Até quando a Justiça, ordenadora da atribuição a governadores e prefeitos, estarão assistindo passivamente esse quadro sempre ruim de Barretos? A grande massa populacional está a espera…Interessante que para o mal atual não há divisão de classes. Está ruim para todos.
Até porque está vigente um monopólio, nocivo como qualquer outro, em mãos de um único gestor autoritário e despreparado.
A questão “política maligna” que envolve a pandemia, pode ser resumida em 2 vertentes: uma que preconiza todo o esforço de prevenir doença e sua complicação, através de medidas profiláticas e precoces; seu alvo claramente é salvar vidas. Isso é dogma clássico na história da Medicina.
A outra vertente, “combate” esta alternativa de tratamento precoce, usando um “espírito científico” nunca antes visto, preconizando, na prática, deixar a doença se aprofundar e agravar para iniciar um tratamento penoso e mais letal. É evidente, no jogo político repugnante, a ideia do “quanto pior melhor”…o que se consegue com a coibição de um esforço precoce visando resgatar vidas humanas.
Ficam a sofrer um pouco mais que o todo, os médicos, os enfermeiros e agentes de saúde experientes e especializados, na dramática condição de assistir a incompetência e estando privados de agir, atuar, interferir diante da triste realidade.
De tirar o sono, sim. E contando com a proteção de Deus.

Dr Fauze José Daher
Gastrocirurgião
ex-Diretor Clínico da Santa Casa de Barretos, ex Presidente da Assoc. Paulista de Medicina – Regional de Barretos
ex-vereador Constituinte de Barretos

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