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Iraque: Santos do século XXI
Concluindo a apresentação dos mais importantes profetas, santos e mártires que nasceram no território que hoje é o Iraque, a propósito da visita do Papa Francisco ao país entre os dias 05 e 08 de março, na atualidade, a Igreja daquele país também tem testemunhas da fé que deram suas vidas em nome de Cristo frente ao islamismo.
Os mais conhecidos, por estarem em processo de beatificação, são os 48 fiéis massacrados por islâmicos na Igreja Católica Siríaca de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá, em 2010.
Além deles, há outros mártires, como Irmã Cecilia Moshi Hanna, brutalmente assassinada em Bagdá em 2002; o sacerdote caldeu Pe. Ragheed Ganni, que estudou em Roma nos anos 2000 e, junto com seus três diáconos, foi assassinado a tiros por terroristas islâmicos em Mosul em 2007; e Dom Faraj Raho, que foi Arcebispo de Mosul antes de Dom Najeeb e que foi sequestrado e assassinado em 2008.
O Arcebispo caldeu de Mosul, Dom Michaeel Najeeb, disse ao Register que “nem todos os santos no Iraque são declarados santos pelo Vaticano, mas sabemos através da história que há muitos milhares deles”, que “fazem milagres e rezam. Eles são homens e mulheres santos, possivelmente não alfabetizados, que vivem nas montanhas. A simplicidade é o que identifica os verdadeiros santos”.
Embora o Vaticano ainda não os tenha declarado santos formalmente, Dom Najeeb, que era amigo do Pe. Ganni e de Dom Raho, não duvida de sua santidade porque foram “assassinados em nome de Jesus”, repetindo, disse, o que aconteceu na Igreja no Iraque há 2 mil anos.
Dom Najeeb recordou os ataques de militantes da Al-Qaeda e depois dos terroristas do Estado Islâmico e disse: “Vi muitos, muitos cristãos assassinados sem motivo, só porque são cristãos. Todos são santos ipso facto (pelo próprio fato, sem necessidade de processo canônico)”.
O prelado assinalou que o testemunho deles hoje é inestimável e “um exemplo para que as gerações futuras não tenham medo. O ISIS nos obrigou a escolher entre três coisas: partir sem levar nada, converter-nos ao Islã ou morrer. Todos preferiram ir embora; vi muitas pessoas, jovens e idosos, saírem apenas com as roupas que vestiam e ninguém renunciou à sua fé. Essa é a vida de um santo”.
O bispo disse que graças ao seu testemunho, o cristianismo no Iraque “é mais poderoso do que no passado, nossa fé é mais forte do que antes, porque Deus nos deu poder, paixão e esperança para o futuro, e por isso voltamos a Nínive e Mosul”.
Fonte: ACI Digital