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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Natal: Uma nova fragrância de vida

Celebramos hoje o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, o nascimento de Jesus Cristo há 2019 anos em Belém. Esse nascimento marcou definitiva e eternamente a história humana, uma vez que Deus se fez homem, como está no Evangelho: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós!” (João 1, 14).
Considerando o contexto histórico e cultural, a noite da véspera e o dia de hoje são marcados pelas festas regadas por comidas deliciosas, bebidas, troca de presentes, a reunião das famílias, muitos viajam e também é feriado. Pode-se dizer que este é o contexto do mundo atual no qual o Natal está inserido. Mas é preciso recordar e reafirmar a essência do Natal como bem nos lembra o Papa Francisco: “Nesta noite, chamados a ir até Belém, casa do pão, interroguemo-nos: Qual é o alimento de que não posso viver sem na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer? Depois, entrando na gruta ao vislumbrar na terna pobreza do Menino uma nova fragrância de vida, a da simplicidade, perguntemo-nos: Será verdade que preciso de tantas coisas, de receitas complicadas para viver? Quais são os contornos supérfluos que consigo excluir para abraçar uma vida simples?”.
Diante dessas questões somos convidados a prestar atenção em algumas coisas importantes. Estamos inseridos em mundo cheio de confusão, mentira, relativismo, idolatrias, egoísmo entre outros males, mas somos chamados a recordar e reconhecer que não podemos viver sem um Salvador e este é Jesus, a única verdade, o único caminho, a verdadeira vida. Reconhecendo que Jesus é o pão da nossa vida, assumimos o compromisso de anunciá-Lo aos irmãos e irmãs que ainda não possuem a alegria de conhecê-Lo verdadeiramente e também partilhar o pão com aqueles que não têm.
Às vezes, a ideia que o mundo transmite sobre o Natal nos faz esquecer que em muitos lugares ele acontece sem o básico da dignidade, não há alimentos, falta água, trabalho, segurança, saúde, estrutura familiar. Por isso, que a alegria do nascimento do Salvador faça nosso coração transbordar de amor a Ele e àqueles que mais necessitam. Ao contemplarmos o presépio tenhamos em mente e no coração essas situações e elevemos também as nossas preces e orações pelos nossos irmãos que vivem essas dificuldades.
Que a terna fragrância do amor do Senhor exalada daquela manjedoura em Belém nos transforme em pão repartido para o mundo e assim possamos celebrar de modo santo e devoto a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem damos glória pelos séculos dos séculos.
Matheus Flavio da Silva
Seminarista

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