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O BRILHO QUE OFUSCA
Ontem, li uma fábula que elucida em muito o tempo que estamos vivendo. Diz a fábula: “O discípulo aproximou do mestre e disse-lhe: – Durante anos, busquei a iluminação e sinto que estou próximo. Quero saber qual o próximo passo. O mestre, calmamente, perguntou-lhe: – E como você se sustenta? – Ainda não aprendi a me sustentar; meu pai e minha mãe me ajudam. Entretanto, isso são apenas detalhes. Diga-me qual o próximo passo para iluminação. – O próximo passo – disse o mestre – é olhar o Sol por meio minuto. O discípulo obedeceu.
Quando acabou, o mestre pediu que descrevesse o campo à sua volta. – Não consigo vê-lo. O brilho do Sol ofuscou meus olhos – respondeu o discípulo. Então, o mestre comentou sabiamente: – Um homem que apenas busca a luz e deixa suas responsabilidades para os outros termina sem encontrar a iluminação… Um homem que mantém os olhos fixos no Sol termina cego.
Algumas pessoas ao assumirem posições na sociedade moderna, parecem que miraram o Sol por muito tempo e não conseguem mais enxergar seus compromissos com essa sociedade. O poder sobe à cabeça com a mesma intensidade com que o Sol agride nossa visão. As preocupações passam a girar em torno de autopromoção, seus compromissos passam a ser com aqueles que o cercam levando a um desvio de conduta que mais cedo ou mais tarde desemboca na decepção.
Ninguém chega à iluminação pela vaidade, ambição ou pelo sucesso, mas sim carregando seu fardo conscientemente, sem dar brecha para devaneios.
Estamos às portas do Natal, que tal consultarmos nossas consciências do quanto fomos fraternos no ano que se finda, com quanto de amor temperamos nossas relações com o próximo. Estendemos as mãos a um necessitado, consolamos um aflito, tivemos paciência com um desesperado e o ajudamos a sair do abismo, ou nos preocupamos apenas com os destaques sociais os encontros, os jantares e os happy hours. Demos vazão às fofocas ou as fizemos cessar. Reservamos um tempo para as coisas de Deus ou só nos preocupamos com as coisas materiais. Estamos em paz com nossas consciências ou sentimos um amargo na boca por não ter seguido os ensinamentos de Cristo.
O Natal está aí, é a festa da família, mas também um tempo de perguntarmos para nós mesmo: estamos buscando a iluminação ou estamos sendo ofuscados pelo Sol do brilho mundano.
Façamos, pois uma análise profunda de nosso comportamento. E que tenhamos um Feliz e Santo Natal, regado por amor e bênçãos de Deus.
Bom Dia Barretos.