Ir para o conteúdo

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

PARTO DA MONTANHA

Bom Dia Barretos.
Acostumado a tratar de gestantes, sempre fiquei preocupado, quando a gravidez começa a sair da sequência natural, ou quando no início do trabalho de parto, contrações arrítmicas começam a dar sinais de que algo não está bem. Num ou noutro caso, exige-se medidas imediatas, para retomar o caminho natural, e tudo terminar num final feliz.
Comparando o desenrolar de uma gravidez e do parto, com o parto da montanha, em que se constituiu o retorno à normalidade, do funcionamento de nosso aeroporto, algo me diz que alguma coisa não está bem. Depois de todas as tratativas para devolver o aeroporto ao DAESP; e quase seis meses depois do governador ter reduzido o imposto sobre combustível da aviação, para que empresas retomassem os voos regulares para o interior, com a abertura de novas rotas; depois do governador ter confirmado Barretos, como um dos novos itinerários; depois de definir a Gol como a empresa que faria os voos, deu um gosto amargo na boca, as recentes notícias divulgadas pelo poder municipal. Vejamos: 1 – Nenhuma das melhorias da pista e da estação de passageiros prometidas foram realizadas.

2 – A Gol terceirizou para duas pequenas empresas do norte do país, Two Flex e Real Aviation, tais operações em nosso aeroporto.
3 – Os voos da Gol com aviões de grande porte foram substituídos por aeronaves menores, de oito a dezesseis lugares.

4 – Alegam que tais voos seriam para avaliar a demanda.
5 – Com oito lugares nas aeronaves, as diversas agências de turismo de Barretos, com atividades turísticas pelo país e exterior, nunca poderiam usar tais voos, pois nenhuma excursão tem menos que vinte participantes.

6 – Nenhum passageiro regional se deslocaria até Barretos para empreender um voo com tais aeronaves, podendo optar por voos melhores com saídas em Rio Preto e Ribeirão.

7 – O nome da empresa, a qualidade da aeronave, a certeza de programar viagens sem contratempo, sim poderiam permitir avaliar a real demanda de Barretos e região.

Pergunto: O que fez o poder municipal para acelerar as obras do aeroporto? A promessa de no meio do próximo ano passar a ter voos com aviões maiores, depois da reforma do aeroporto, é para valer, ou apenas, mais uma vez, um grande “passa moleque” em nossa população? Será que depois, não vãos dizer, que a demanda não comportou a implantação de tais voos? Mas como dizer que não ouve demanda se nem foram testados voos condizentes com o porte da cidade? Que pena, só nos resta pedir a DEUS pela nossa cidade, uma vez que os nossos representantes legais estão entorpecidos.
BOM DIA BARRETOS.

Compartilhe: