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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Ninguém vai ao Pai senão por Jesus

“Eu sou o caminho, ninguém vai ao Pai senão por mim”. Com estas palavras, Jesus faz a sua apresentação para os seus discípulos. Em outro lugar, Cristo afirma que eles devem imitar “o Filho do Homem que não veio para ser servido, e sim para servir e dar a sua vida por todos”. Precisamos prestar atenção nas suas palavras para descobrir que Ele nunca disse que era Filho de Deus, e sempre se apresentou como homem, desde o seio da Mãe até a morte na cruz. Na sua vida em Nazaré foi obediente a seus pais, depois ajudava a José nos seus trabalhos de carpinteiro, e sempre, em companhia de seus pais, ia a Jerusalém em motivo da Páscoa. Assim a Família de Nazaré mantinha a sua união com o Pai.
Ao iniciar sua vida pública, Jesus foi ao rio Jordão para juntar-se com o seu povo e receber o batismo de penitência administrado por João Batista para o perdão do pecado. Com o batismo de Jesus, passou a ser o gesto de entrada à Família de Deus. As palavras do Pai: “Este é meu filho,” e a presença do Espírito Santo, se repetem todas as vezes que alguém recebe o sacramento do Batismo.A água perdoa o pecado e o Espírito nos faz participantes da natureza divina e dos atributos de Deus.
Depois, Jesus foi para o deserto onde foi tentado pelo demônio. Para que nos lembremos que ninguém existe para não fazer nada e assim confirma o ditado popular: “Cabeça vazia, oficina do diabo”. Quem não a ocupa em coisas boas, o demônio a ocupa em coisas más. Como Jesus era um homem igual a nós, foi tentado da mesma forma com que também nós somos tentados: a ambição pelas riquezas, pelo poder, pela vaidade e pelo prazer. Estes são os quatro tormentos que perturbam o ser humano do início do mundo até hoje.
No evangelho da Liturgia da Palavra do 2º Domingo da Quaresma, celebrado no dia 17, (Lc 9,28-36) Jesus continua mostrando o caminho que todos precisamos seguir se quisermos a paz que procuramos e desfrutar do ambiente que desejamos. Para isto, chamou a três discípulos: Pedro, Tiago e João. Chegando a cima da montanha, Ele começou a transfigurar-se até que o seu rosto ficou mais brilhante que o sol, a roupa ficou branca que nem a neve.Apareceram Moisés e Elias, transfigurados, conversando com Jesus. Ao ver isto, Pedro exclamou: “Mestre, é bom estarmos aqui! Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. Ele ainda estava falando quando uma nuvem os cobriu com a sua sombra. Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu filho, o escolhido, escutai o que ele diz!”.
O Pai está nos apresentando a Jesus, filho de Maria, a Mulher escolhida para ser a Mãe do seu povo: “Escutai o que ele diz!”. Este é o pedido que o Pai faz para todos os que queiram ser seus filhos fazendo deste mundo um lugar de amor, de justiça e de paz, onde todos possam exclamar como Pedro: Como e bom estarmos aqui!Este é o Caminho que o Pai nos mostra através da pessoa de Jesus.

Monsenhor AntonioSantcliments Torras
Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia

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