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Estresse e compulsão alimentar
Olá!
Quando estamos estressados, ansiosos ou até mesmo tristes, há uma série de alterações hormonais como o aumento do cortisol. Várias pesquisas já relacionaram o desequilíbrio de neurotransmissores com a maior vontade de consumir certos tipos de alimentos, principalmente doce e gordura.
O consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sal nos traz uma sensação de prazer e conforto no momento de estresse, ansiedade e tristeza, pois ativam o mecanismo de recompensa, fazendo com que o corpo libere serotonina e equilibre tudo novamente. Porém, essa sensação de prazer é muito rápida e para que ela seja contínua, o cérebro faz você buscar uma quantidade muito grande desses alimentos densamente calóricos.
Essa compulsão só é considerada como distúrbio quando traz prejuízos para a vida da pessoa.
Quando estamos tomados pela emoção, é muito complicado tomar decisões mais sábias, afinal, todos sabemos que uma fruta é realmente mais saudável do que um chocolate.
Como geralmente a busca por gordura e carboidrato funciona como um círculo vicioso, o ideal é buscarmos outra atividade que nos dê prazer, para que possamos substituir o ataque aos alimentos.
Algumas sugestões são: “Coma carboidratos de liberação lenta, ricos em fibras – como os integrais e farinhas, como aveia, acompanhados de gorduras boas (castanhas, abacate, azeite, chia, linhaça); evite doces de forma isolada (comê-los no meio da tarde sem nada associado) e troque-os pelo sabor adocicado das frutas, geleia sem açúcar em pequena quantidade, frutas secas ou mesmo frutas cozidas com canela; por fim, iogurte, leite e queijo também são excelentes fontes de triptofano que podem dar uma segurada nos níveis de serotonina e evitar ataques compulsivos.
Praticar exercícios libera substâncias que podem trazer o equilíbrio desses neurotransmissores de novo no cérebro. Psicoterapias também podem ajudar, já que são uma forma de se conhecer melhor, lidar melhor com as situações e,consequentemente, equilibrar a transmissão desses neurotransmissores.
Por isso, caso você esteja passando por essa situação nesse momento, entre em contato com o seu médico, para que ele possa avaliá-lo e te ajudar no restabelecimento da sua saúde.
Até semana que vem!
Abraços!
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