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“NEUROCIÊNCIA EM FOCO” NEUROPATIA PERIFÉRICA: UMA DOENÇA SILENCIOSA.
A neuropatia periférica compromete os nervos periféricos, que são responsáveis emtransferir as informações do cérebro para os membros do corpo (como braços e pernas), bem como as informações dos membros para o cérebro, assim, o paciente com neuropatia periférica perde o controle de seu corpo.Elas podem ser adquiridas (consequência de alguma doença) ou hereditárias (modificações no DNA).
O conhecimento sobre a neuropatia em pacientes diabéticos é mais comum. No entanto, existem neuropatias adquiridascomo consequência do alcoolismo, infecções (hepatite C, HIV), trauma neural, tumores, doença renal, falta de vitaminas por dietas não balanceadas, dentre outros problemas de saúde.Os sintomas de forma geralsão: perda de sensibilidade nosmembros inferiores (como nos pés), perda deequilíbrio, ressecamento da pele eatrofia muscular.
O diagnóstico é feitopor testes eletrofisiológicos (que avaliam as correntes elétricas ativas dos músculos) e teste de DNA.Por ser uma doença pouco conhecida, é preciso ficar atento!O cuidado preventivo é um grande aliado ao tratamento neuropático; fazer exames regularmente, proteger os membros inferiores especificamente os pés,buscando utilizar decalçados confortáveis evitando lesões graves, garante os benefícios do tratamento. A exposição de calortambém deve ser controlada devido à perda de sensibilidade nos membros. É essencialevitar tombos, uma vez que eles podem agravar o local já lesionado. O mais importante para o tratamento é a realização de exercícios físicos para fortalecer a musculatura, combinados com cuidados respiratórios.
É fundamental mencionar que a automedicalização não é recomendada, assim é necessária uma avaliação médica para determinar qual o melhor tratamento para o paciente. Em alguns casos será possível uma recuperação, mesmo que parcial. Contudo, emalguns casos, pode acontecer paralisia dos membros inferiores.
Há pesquisas constantes sobre tratamento para neuropatia periférica que vem mostrando um progresso significativo no desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas, porém o controle metabólico ainda é a melhor forma de prevenção. É importante manter o tratamento em dia, acompanhado de médicos, estando sempre alerta, pois um diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento das neuropatias periféricas.
Ana Paula da Silva Domingos –Discente do Curso de Psicologia da Faculdade Barretos.
Mariana Ducatti: Psicóloga, Doutora em Ciências e Coordenadora do Curso de Psicologia da Faculdade Barretos.
Everton Horiquini Barbosa: Fisioterapeuta, Doutor em Ciências e Docente da Faculdade Barretos.