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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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A Fonte da Alegria

Natal é a testa da Alegria! Não o Natal dos homens, mas o Natal de Jesus. Natal, não é a festa da alegria por causa dos votos de felicidade que recebemos dos amigos pelos presentes que eles nos dão, nem pela festa que possamos fazer em família. Este é o Natal que os homens valorizam, porém, em lugar de dar-nos alegria, nos traz, com frequência, muita tristeza e muitos problemas. O Natal de Jesus nos oferece tanta alegria que no dia do seu nascimento, junto com o anjo que anunciou aos pastores esta Boa Notícia, uniu-se a Ele um coro de anjos que anunciavam “Glória a Deus e Paz aos homens”. Estas palavras nos revelam que a glória de Deus está na paz e na felicidade dos homens.
Na primeira leitura da liturgia do último domingo (16), o profeta Sofonias (3,14-18) diz: “Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, Ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, como nos dias de festa”.
Como podemos ver, as palavras do profeta não vão dirigidas aos poderosos, nem aos sacerdotes e doutores da lei. São palavras dirigidas para o povo, vítimas da vaidade e da ambição dos que têm o poder político ou o religioso em suas mãos e se servem dele para oprimir e explorar o povo para satisfazer a sua vaidade. A mesma mensagem nos é dirigida pelo apóstolo Paulo (Fl 4,4-7), dizendo: “Irmãos, alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus.”
A Palavra de Deus questiona a nossa consciência sempre que estamos errados. Por isso, São Lucas (3, 10-18) afirma: “As multidões perguntavam a João: O que devemos fazer? João respondia: ‘Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem, e quem tiver comida faça o mesmo!’. Foram também para o batismo cobradores de impostos e perguntaram a João: ‘Mestre, que devemos fazer?’. João respondeu: ‘Não cobreis mais do que foi estabelecido’. Havia também soldados que perguntavam: ‘E nós, que devemos fazer?’. João respondia: ‘Não tomeis à força o dinheiro de ninguém nem façais falsas acusações, ficai satisfeitos com o vosso salário’”. Por isso, João está pregando no deserto porque os poderosos, nem os sacerdotes, que pensavam e agiam como eles, teriam aceito esta pregação. O Natal de muitos cristãos termina em tragédia porque não é o Natal de Jesus. Os homens preferem o Natal do Papai Noel que é o natal do egoísmo e do consumismo, causas de todos os sofrimentos.
Isto acontece porque nós nunca lembramos em fazer-nos a pergunta que faziam a João: O que eu devo fazer para celebrar o Natal de Jesus? Com certeza teríamos a resposta que nos levaria a encontrar a paz e a felicidade que procuramos e o Natal de Jesus nos oferece!
Monsenhor AntonioSantcliments Torras
Vigário paroquial da Paróquia São João Batista de Olímpia

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