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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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A hora da verdade eterna

Na Liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum (18), a Palavra de Deus nos convidou a lembrarmos que chegará para todos a hora da verdade. Aquela hora que sabemos que chega para todas as coisas materiais. Estamos preparando-nos para celebrar mais um ano que termina e celebrar o ano novo que iniciará. Este é o processo da existência de todas as coisas materiais. Mas, hoje, Deus espera que nós meditemos esta verdade de uma maneira diferente para que mudemos a maneira de pensar e de agir enquanto temos tempo.
Ouvimos que a Bíblia diz: “Deus ama seu povo”; e “Deus quer a paz para seu povo”. E estamos vendo todos os dias como este povo de Deus é tratado como escravo, pior que os animais. E os poderosos julgam ser os donos do mundo e com direito de destruir todas as coisas.
Para que não nos deixemos enganar por estas teorias, Deus nos alerta pelo profeta Daniel (Dn 12,1-3): “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos do teu povo, e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram existir nações. Mas nesse tempo, seu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade”.
São Paulo (Hb 10,11-14), com poucas palavras, nos diz como Jesus cumpriu o que o profeta havia anunciado, e não o fez com teorias e com muita propaganda. Ele veio participar da vida do seu povo, participou de todas as suas lutas, foi vítima das mesmas injustiças, e morrendo crucificado pagou pelos nossos pecados. Assim se expressa para dizer como Ele nos salvou: “Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um único sacrifício pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que Ele santifica”. De maneira que não são as coisas materiais que nos salvam, nem as nossas obras, mas os méritos de Cristo.
São Marcos (13, 24-32) afirma que todas as coisas materiais que são causas de tantas injustiças e de tanto sofrimento, perderão todo e seu valor; que até o sol vai escurecer e a lua deixará de brilhar indicando o fim de todas as coisas materiais, ficando somente as pessoas com o bem que fizeram, e o mal que praticaram. Esta será a hora da Verdade Eterna!

Monsenhor AntonioSantcliments Torras
Vigário paroquial da Paróquia São João Batista de Olímpia

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