Ir para o conteúdo

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

Estratégia: foco no negócio e fim do chororô

Tenho me surpreendido nos inícios de trabalho de consultoria nas empresas com o nível de reclamação dos empreendedores em relação à crise econômica e política que assola a sociedade moderna. Assim também se manifestam alguns economistas reativos. Essa é a principal justificativa para a situação de desequilíbrio do negócio. O quadro é de verdadeiro Whimpering Business!
Lendo recentemente um artigo, vem a notícia que a longevidade das empresas caiu pela metade desde a década de 1980. Hoje é inferior a 15 anos. Mas, pasmem, segundo a Mckinsey, isso se deve à carência de saúde organizacional das empresas, ou seja, a falta capacidade de engajamento dos funcionários às mudanças proporcionadas pela tecnologia, na comunicação com colaboradores e fornecedores e no alinhamento dos gestores. Portanto, não está inclusa a crise econômica e política.
Seria então pela falta de planejamento? É certo que todas as premissas relacionadas poderiam ser objeto de ações sistêmicas proativas, antes do processo de entropia. Porém, na prática observo que as empresas se categorizam em três níveis em relação ao tema: sem planejamento; com planejamento, mas sem execução e, por fim, aquela que seu empreendedor é absoluto e não acredita em planejamento.
E aí que mora a vulnerabilidade das empresas e a redução de sua vida útil. Em meu livro “Simbiose com você mesmo. Como vencer desafios” há uma menção interessante sobre o tema ao afirmar que nas empresas, muitas vezes essa vulnerabilidade pode levar a um processo de entropia, que representa a perda silenciosa da capacidade de se proteger das ameaças e, quando se dá conta, a sua recuperação já é irreversível. Isto é muito comum nos tempos modernos. Muitos empresários confundem a empresa com sua vida pessoal e passam a contaminar o fluxo de caixa, levando a empresa a níveis de elevados riscos em tempos de crise.
Contrapondo-se a essa realidade encontramos inúmeras empresas em expansão e funcionando em sua capacidade máxima de produção. O que há em comum nessas vencedoras em tempos de cenário nebuloso? Planejamento adequado e disciplina na sua execução. Investimento em tecnologia e em desenvolvimento de pessoas naquilo que elas têm de melhor – criatividade, emoção e versatilidade. Aqui o quadro é de verdadeiro Focused Business.
Portanto, a estratégia é foco no negócio.

Compartilhe: