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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Artigos

A paternidade que faz falta

Celebramos neste domingo o Dia dos Pais e sem sombras de dúvidas é uma ocasião para realmente ser celebrado, afinal, nosso pai é o nosso primeiro herói, bom, pelo menos é o que deveria ser!
Sem se prender ao politicamente correto, gostaria, de forma humilde e respeitosa, apenas lembrar aos pais quão importantes eles são. Não apenas hoje, mas desde o momento da gestação. É triste vermos a construção de uma sociedade em que cada vez menos se tem a pessoa paterna presente.
É triste vermos que vai se desassociando a palavra pai da palavra ‘paternidade’. Pai é quem educa, dá amor, dá carinho, transmite a fé. Paternidade vai se resumindo a uma ocasião sexual, muitas vezes inconsequente e que resultou numa gestação. Como padre, lidando com crianças e jovens na catequese, posso assegurar o estrago que os pais ausentes têm causado em seus filhos. É preciso começarmos a refletir sobre isso. Um filho sempre terá uma mãe e um pai. A irresponsabilidade paterna deve nos aberrar tanto quanto o aborto. Em certa medida, o pai que abandona seu filho também comete um aborto.
Peço perdão pela reflexão inoportuna para o dia de hoje, mas chega de taparmos o sol com a peneira. Enquanto nos iludimos com uma avalanche de apelos do comércio, uma chacina na formação humana integral vem sendo feita e nada se fala sobre.
Rogo que você, caro leitor, que tenha vínculo paternal, possa se tornar também pai. Seu filho não tem culpa se seus pais não se acertam. Filho não é vinculado a um contrato matrimonial, mas sim, ao amor e ao caráter de quem o gerou, e neste caso, homem e mulher.
Contudo, a todos os pais desejo não apenas hoje, mas todos os dias de suas vidas, felicidades e realizações ao lado do melhor presente que Deus poderia lhes dar, seus filhos! Deus abençoe a todos, uma feliz e santa semana!
Padre Thiago Freitas dos Reis
Pároco da Paróquia Bom Jesus

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