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segunda-feira, 22 de julho de 2024

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Zé Gotinha: O Ícone da Vacinação e a Evolução Contra a Poliomielite no Brasil

Há décadas, o Zé Gotinha é mais do que um personagem: é um símbolo nacional da luta contra a poliomielite. Surgido no final dos anos 80, ele liderou a campanha pela erradicação da doença nas Américas, quando apenas duas gotinhas aplicadas na boca das crianças eram a esperança contra o poliovírus selvagem. Hoje, o esquema de vacinação evoluiu, mas a importância da imunização persiste.

De acordo com o Ministério da Saúde, o calendário atual prevê as três primeiras doses contra a pólio como injetáveis, administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Em seguida, as doses de reforço, orais, são recomendadas aos 15 meses e aos 4 anos. Por isso, a orientação é clara: todas as crianças menores de 5 anos devem ser levadas anualmente aos postos de saúde para verificação e, se necessário, atualização das doses.

A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite deste ano, iniciada em 27 de maio e encerrada nesta sexta-feira (14), visa imunizar pelo menos 95% do público-alvo, cerca de 13 milhões de crianças menores de 5 anos. Estados e municípios têm a prerrogativa de prorrogar a campanha em caso de baixa adesão.

A partir de 2024, o Brasil gradativamente substituirá a vacina oral pela dose injetável, considerada mais eficaz. A mudança foi aprovada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e representa um avanço tecnológico no esquema vacinal. O ministério ressalta que a atualização não significa o fim imediato das gotinhas, mas uma transição para maior eficácia.

Embora o Brasil não tenha registrado casos de pólio desde 1989, as coberturas vacinais têm diminuído. Em 2022, por exemplo, a cobertura ficou em 77,19%, abaixo da meta de 95%. Portanto, a importância da vacinação continua crucial para manter o país livre da doença.

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