Ir para o conteúdo

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Notícias

Sobre processo de adoção de crianças e adolescentes, não há restrição no perfil do adotante

As assistentes sociais judiciárias da 2ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Barretos, Marcia Abrão e Maria Gorete, cuidadosamente, esclareceram ao ‘JBR’ que têm pretendentes que acham que se a criança já vem com uma história materializada fica mais difícil dela se adaptar ao novo contexto familiar. Principalmente mulheres que têm o sonho de cuidar de um bebê e passar as fases da criança desde o início com ela, mas também existe o contrário dessa situação, também existem pessoas que não querem ter esse ‘trabalho’ e optam por crianças mais velhas.

“O papel principal da psicologia [nesse quesito] é trabalhar com os pretendentes sobre como foi essa idealização de adoção, porque é algo que não pode ser romantizado. Por isso quando vemos que a pessoa está muito fora da realidade, temos que trazê-la de volta”, contou Marcia.

Ainda de acordo com a assistente, “isso tudo acontece porque a adoção é irrevogável, por isso o processo tem que ser lento e muito bem pensado. O adotante deve pensar no porquê quer adotar, a ideia tem que estar clara na cabeça”, disse complementando que “o processo de destituição familiar dos pais ou guardião, é muito complexo e demorado”.

Sobre o processo de adoção, as assistentes afirmaram que não tem como estipular um tempo exato com precisão, “porque depende de muita coisa, do perfil, qual criança, sexo, idade”.

Hoje o processo é feito online, o pretendente apresenta, incialmente, uma documentação pessoal, essa relação é fornecida pelo cartório da infância. “A partir disso, inicia-se um processo, que vai a despacho do juiz, e o pretendente vai direto para o fórum no setor da assistência social para passar por uma avaliação psicológica, que são requisitos como avaliação de documento, o pretende participa de um curso de formação qual ele recebe mais orientações sobre o processo de adoção, critérios, tudo que a lei estabelece. Depois do curso o processo vai para avaliação do promotor, depois para o juiz, e então é deferida a inscrição para o pretendente ser incluído no cadastro, entrando assim na fila de adoção.

“Esse é o primeiro passo. O tempo varia, pode demorar entre 5 e 6 meses, mas depende da necessidade do adotante, as vezes de fazer uma terapia, para amadurecer o desejo de adotar, e outras necessidades”.

As assistentes afirmaram que não há restrição no perfil do adotante, “podem ser casais homo afetivos, casais heterossexuais, solteiros. Esta é uma conduta do Estado de São Paulo e não especificamente do Fórum de Barretos”, explicou Marcia.

Compartilhe: