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domingo, 16 de junho de 2024

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Saúde alerta para cuidados pós-enchente no Rio Grande do Sul

Após o recuo das águas que assolaram o Rio Grande do Sul, a população enfrenta agora um novo desafio: garantir a segurança e a saúde diante das consequências deixadas pelas enchentes. O Ministério da Saúde emitiu um alerta enfático, destacando a necessidade de precaução e cuidados durante o processo de limpeza das áreas afetadas e remoção de entulhos.

O alerta do Ministério da Saúde enfatiza a importância de medidas de segurança para prevenir doenças e acidentes, que podem ser desencadeados pela contaminação da água

e dos alimentos, presença de animais peçonhentos e riscos elétricos. A higiene pessoal e ambiental é destacada como prioridade para evitar surtos de doenças.

A água contaminada é identificada como um dos principais riscos após as enchentes, podendo propagar diversas doenças, como diarreia, cólera, febre tifoide, hepatite A, giardíase, amebíase, verminoses e leptospirose. O consumo de alimentos que tiveram contato com a água da inundação ou lama é desencorajado, incluindo alimentos embalados, enlatados ou perecíveis como frutas, legumes e verduras. Medidas para tornar a água segura para consumo são orientadas, incluindo filtragem e desinfecção.

O Ministério da Saúde recomenda o uso de filtros domésticos, coadores de papel ou panos limpos para filtrar a água, seguido pela adição de hipoclorito de sódio a 2,5% por litro de água e aguardar 30 minutos antes de consumir. Em alternativa, a fervura da água por cinco minutos é indicada caso não haja hipoclorito de sódio disponível. A higiene, preparação e armazenamento adequados dos alimentos são ressaltados como procedimentos de extrema importância para evitar doenças transmitidas por alimentos.

Descartar alimentos que tiveram contato com a água da enchente e lavar cuidadosamente utensílios de cozinha e superfícies são práticas recomendadas pelo ministério. Além disso, é aconselhável evitar o contato da pele com a água contaminada, uma vez que a transmissão hídrica pode ocorrer mesmo na ausência de ferimentos.

O documento também alerta sobre as principais doenças transmitidas por água e alimentos contaminados, como a leptospirose, transmitida pela água contaminada com urina de roedores, e o tétano, que pode ocorrer através de ferimentos causados por objetos contaminados. A presença de animais peçonhentos, como escorpiões, cobras e aranhas, em áreas secas após as enchentes, aumenta o risco de acidentes.

As recomendações incluem evitar o contato com esses animais e acionar autoridades competentes para sua remoção segura. O risco de choques elétricos também é ressaltado, especialmente em áreas inundadas com eletricidade exposta, exigindo cautela e informação às autoridades competentes.

Em suma, o alerta do Ministério da Saúde destaca a importância vital de cuidados específicos para garantir a segurança e saúde da população do Rio Grande do Sul, mesmo após o recuo das águas das enchentes. A prevenção e a adoção de medidas adequadas são fundamentais para evitar surtos de doenças e acidentes neste período desafiador.

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