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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

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Presidente da Fundação Pio XII divulga planilha de gastos com a Covid e critica atuação do ex-prefeito em não buscar recursos

Após o depoimento do ex-prefeito de Barretos, Guilherme Ávila, na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, se manifestou sobre o funcionamento do Hospital Nossa Senhora, para o atendimento a Covid-19. Segundo o dirigente, nos três primeiros meses de 2020 não teve a demanda do uso dos 60 leitos, mas o custo do hospital variou entre R$1,1milhão, R$1,2 milhão e R$1,3milhão com o custeio de medicamentos com menos de 1/3 de ocupação. “Logo que veio o convênio, e que veio a média de ocupação, o Hospital Nossa Senhora subiu para mais de R$2 milhões e chegou agora nesse ano a custar R$3 milhões a R$4 milhões conforme temos em nossos balanços. O Hospital de Amor não está pedindo um tostão, além do que custou o Covid. Como o prefeito teve o dinheiro conforme a liberação dos governos estadual e federal, toda a verba entrou via Prefeitura, e nós não pedimos no convênio ao Estado, nada mais daquilo que custou”, explicou Prata.
De acordo com Henrique, mesmo com o custeio baixo de diária de R$1.600,00 de UTI por dia, a planilha mostra que só cobramos o atendimento que foi realizado. “Nós três primeiros meses foi muito pouco e a partir do quarto mês é que aparece o convênio, e o demonstrativo apresenta o que ele paga. Quando fechamos o balanço de 2020, na gestão do ex-prefeito, fechamos com um déficit de R$10.778.459,00 milhões, sendo que desse déficit é a diferença que nós não recebíamos pela diária baixa e a maioria dos outros serviços que tínhamos referência estava recebendo R$2.200,00. Já os R$4.932.693,00 milhões foi o dinheiro que recebeu investimento de nossa parte, nós ganhamos 17 leitos, senão custaria muito mais”, afirmou Henrique.
Com relação, ao débito Henrique Prata, explicou que não é de de R$12 milhões, esclarecendo que é R$4,932 milhões relativo ao investimento e o restante é diferença de custeio que acumulou o valor de R$10.778 milhões. “O prefeito se ele teve o dinheiro do governo estadual e federal repassou muito pouco para nós e deixou esse débito entre o investimento e a diferença do custeio. O governo federal alegou que pagou outros valores a Prefeitura, e a CPI que vai explicar quanto que ele recebeu”, ressaltou Henrique.
Com a nova gestão, em 2021, Henrique Prata, explicou que se manteve o déficit operacional, com aumento dos insumos e a lotação atingindo 110% de ocupação, toda essa demonstração já foi conferida pela Secretaria Estadual de Saúde, verificando o custo e ocupação de UTI que estão dentro do sistema. “O governador Rodrigo Garcia se comprometeu e já pagou a metade desse custo. O que o ex-prefeito está tirando o corpo fora, porque a responsabilidade de ir atrás era dele. Porque ele que fez um acordo comigo de eu parar um hospital e em vez de um hospital de campanha”, afirmou.
Segundo Henrique Prata, a sua gestão está se embasando em conversas, e sim em documentos que estão na Secretaria Estadual de Saúde e no Ministério da Saúde, que já tiveram as ocupações conferidas de todos os dias. “Não estamos com o hospital vazio e cobrando como hospital cheio. Nós temos um nome a zelar de 60 anos e só cobramos aquilo que é custo. Nós temos esse crédito com o governo municipal, estadual e federal, onde colocamos 90 leitos disponíveis sem nenhuma obrigação nossa para ajudar a demanda do Covid. Não tem que ter outra conversa que é documento e prova, conversa fiada aqui não resolve nada”, finalizou.

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