terça-feira, 27 de outubro de 2020

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Prefeito se pronuncia sobre enfermaria da Santa Casa

Não posso me calar diante de tantos comentários infundados que circulam sobre a relação financeira que existe entre a Prefeitura de Barretos e a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Nossa Senhora, esses dois últimos administrado pela Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Amor.
Quando há a alegação de que a Prefeitura é responsável pelo prejuízo do Hospital Nossa Senhora, isso não corresponde a verdade, uma vez que a população de Barretos tem pago a conta de toda a região, e não apenas pelo uso das internações dos barretenses.
A decisão de tornar o Nossa Senhora o Hospital exclusivo para atendimento a pacientes graves de Covid-19 não foi tomada pela Prefeitura de Barretos, ou pelo prefeito, e sim de comum acordo entre todos os gestores, mesmo sabendo que a contratualização de uma nova UTI junto ao Ministério da Saúde é processo que leva meses. A solução proposta então, em março de 2020, pela própria Santa Casa foi a de repassar a verba que não seria utilizada em cirurgias eletivas e outros procedimentos suspensos em razão da pandemia, ao Hospital Nossa Senhora, enquanto a UTI não fosse credenciada pelo Governo Federal, o que ocorreu nos dois primeiros meses, nos quais a utilização da UTI foi pequena, com menos de 20 pacientes por dia.
Quando o Nossa Senhora demonstra um déficit de R$ 8 milhões, ele está considerando uma ocupação de 100% de seus 52 leitos, o que, graças a Deus, nunca aconteceu na cidade, mesmo atendendo pacientes de várias cidades da região, como é diariamente divulgado pela imprensa. O cálculo teria que ser feito sobre a ocupação real, que varia diariamente.
Quando se fala em verbas federais e estaduais encaminhada para repasse ao hospital, não é verdade. As verbas que estão sendo repassadas a todos os municípios brasileiros, com base em suas despesas e receitas anteriores à pandemia, são verbas para custeio de enfrentamento a Covid-19, incluindo a manutenção de toda a rede de saúde, com seus profissionais e não apenas dos hospitais que tratam a doença. De forma injusta, beirando a maldade, levando quem não conhece das obrigações legais dos recursos recebidos, o gestor afirma que o município recebeu R$38 milhões para combate ao COVID19, como se tudo fosse destinado ao Hospital. Sendo que nos dados publicados no portal da transparência mostram que existem recursos para assistência social, que são destinados ao combate ao coronavírus a pessoas em situação de vulnerabilidade como por exemplo moradores de rua e entidades socioassistenciais. Dinheiro este que NÃO pode ser repassado ao hospital! Mas, o gestor insiste em dizer que tudo deve ser repassado ao hospital. Como se não bastasse, outros recursos repassados a Prefeitura para o combate ao COVID19, para serem aplicados nas mais de 20 estruturas de saúde municipal como UBS, UPA, ambulatórios e profissionais da saúde, o gestor do hospital Santa Casa, insiste em dizer que o ÚNICO tratamento verdadeiro é o praticado por ele, como se o COVID-19 não existisse nas unidades de saúde ou se os mais de 900 profissionais de saúde do município fossem imunes ao vírus, não precisando usar EPIs, pois foi isso que foi pedido pelo hospital, para que fosse repassado TODO o dinheiro utilizado para a compra de EPIs para os profissionais e até mesmo o dinheiro utilizado para comprar os testes utilizados para diagnosticar a doença na população de Barretos. Quando o gestor faz esse pedido ele despreza o serviço de quem faz o primeiro atendimento ao paciente contaminado ou com suspeita de coronavírus.
O gestor do hospital despreza os valores utilizados para pagar os gastos do SAMU que fazem transferências de pessoas com COVID-19 da Santa Casa para o Hospital Nossa Senhora e pega pessoas em suas casas. Ele esquece dos milhares de testes que compramos para testar a população. Ele esquece as máscaras, luvas e aventais para proteger nossos funcionários. Ele esquece também que parte desse dinheiro foi usado para pagar as unidades que ele próprio administra, ganhando para colocar seus alunos da faculdade que pagam muito caro por sinal, e se não fizessem o estágio ele teria que PAGAR para fazer em outro lugar, mas ao contrário, ele não paga NADA ao município e ainda recebe pelos serviços prestados! O gestor quando cobra ele despreza ou desconhece que o dinheiro vindo do Governo Federal, onde ele erroneamente diz que é do Estado, induz a erro a população mais humilde e incentiva pessoas mal intencionadas. Quando o gestor do Hospital Nossa Senhora cobra os 90 dias iniciais da pandemia sem credenciamento, ele deve cobrar quem de direito custeia a UTI, que são os órgãos estaduais e federal, UTI essa que REPITO, recebe por 100% de ocupação e não tem sua ocupação total! Com relação a enfermaria, deveria o gestor fazer o mesmo, e não cobrar levianamente o município de Barretos que PAGOU TODAS as internações de enfermaria dos seus habitantes, diferentemente de outras cidades.
É preciso esclarecer que a prefeitura nunca se furtou a pagar os investimentos realizados no Nossa Senhora e na Santa Casa, investimentos esses utilizados pela população de todas as cidades da 13ª Região Administrativa.

Guilherme Ávila
Prefeito

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