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domingo, 16 de junho de 2024

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Polícia Federal Desmantela Grupo que Utilizava os Correios para Tráfico Ilegal de Animais

Uma operação liderada pela Polícia Federal está em curso nesta terça-feira (28) para desarticular um grupo criminoso que se utilizava dos serviços dos Correios para o tráfico ilegal de animais, em especial répteis exóticos. Os criminosos comercializavam espécies cujo potencial de ameaça à fauna nativa do país é alarmante, podendo até mesmo desencadear o surgimento de novas doenças.

Por determinação da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia, estão sendo cumpridos dois mandados de busca no município de Serrinha. A ação, batizada de Operação Ojuara, tem como objetivo principal a apreensão dos animais, que serão encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, para reabilitação e posterior devolução à natureza.

De acordo com a Polícia Federal, alguns dos répteis apreendidos representam uma ameaça real às espécies nativas, podendo transmitir parasitas nocivos e desequilibrar ecossistemas inteiros. Destaque-se entre eles as cobras do gênero píton, originárias da Ásia, que possuem uma longa expectativa de vida e capacidade reprodutiva alarmante, representando uma ameaça significativa à fauna local.

Em comunicado oficial, a PF ressaltou os danos causados pelo tráfico de animais, que vão desde desequilíbrios ambientais até o risco de extinção de determinadas espécies. A investigação teve início após a apreensão de diversos répteis na Agência Central dos Correios em Simões Filho, na Bahia, onde foram identificados objetos postais fraudados contendo carga viva.

As diligências revelaram a existência de uma sofisticada rede criminosa formada por criadores clandestinos de animais silvestres e exóticos, que utilizavam a internet como principal meio de comercialização e os Correios para efetuar as entregas. Se confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, incluindo tráfico e maus-tratos de animais, introdução de espécimes no país sem autorização, receptação e falsidade ideológica, com penas que podem chegar a até 12 anos de reclusão.

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