quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Polícia Civil já indiciou 42 servidores envolvidos na “Máfia dos Holerites” e montante apurado é de quase 4 milhões

“Servidores receberam entre 70 a 100 mil reais no esquema”

A Polícia Civil de Barretos vem trabalhando desde o ano passado na apuração do desvio de aproximadamente 11 milhões dos cofres da Prefeitura de Barretos, através do esquema dos holerites premiados, também chamado de Máfia dos Holerites. Segundo informações obtidas na Seccional de Polícia de Barretos, no ano passado foi concluído o inquérito policial principal, que envolve a ex-secretária de Administração, seu marido e outros servidores. O inquérito encontra-se em andamento na 1ª Vara Criminal de Barretos.
Já com relação aos demais inquéritos, o delegado assistente da Seccional de Barretos, Dr. Rafael Faria Domingos, informou que cinco já foram concluídos e dois estão em andamento na Seccional de Barretos. “São inquéritos que apuram a conduta dos servidores que foram beneficiados pelo esquema.
Além dos servidores do inquérito inicial, outros 42 foram indiciados pelos crimes de peculato e organização criminosa, tendo que o montante deles no esquema criminoso, representa 3,9 milhões dos recursos desviados”, afirmou Dr. Rafael.
Já com relação aos 13 servidores que retornaram às funções na Prefeitura de Barretos, o delegado Rafael Domingos, disse que serão instaurados inquéritos, e se confirmando que se beneficiaram no esquema criminoso serão indiciados pelos crimes de peculato e organização criminosa. “Todos os servidores que já foram indiciados, houve conclusão de que se beneficiaram do esquema criminoso e receberam verbas indevidas, que de alguma forma faziam parte de uma organização criminosa, mesmo que seja na ponta do esquema. Concluímos em tese que participaram e por isso foram indiciados”, afirmou o delegado.
Nas investigações, também foi apurado, que destes 42 servidores, alguns receberam mais de 100 mil reais e outros entre 70 a 80 mil no ano.
Segundo o delegado, Rafael Faria Domingos, o trabalho tem o apoio dos investigadores e dos escrivães, com o apoio do Ministério Público, através do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e 6ª Promotoria de Justiça de Barretos e não existe prazo para conclusão, devido ao desenrolar das investigações.

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