segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

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Operação Holerites Premiados cumpriu 73 mandados de busca e apreensão, e sequestrou bens de 42 envolvidos

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Setor de Competência Originária Criminal da Procuradoria Geral de Justiça, do Gaeco de São José do Rio Preto e da Promotoria de Justiça de Barretos, com apoio da Polícia Militar e Polícia Civil, deflagraram ontem a Operação Holerites Premiados, desde as primeiras horas da manhã de segunda-feira. Nas investigações, foi demonstrado a existência de organização criminosa que atuava no interior da Prefeitura Municipal de Barretos, composta por dezenas de servidores municipais, inclusive dos mais elevados níveis hierárquicos.
Com a participação de 21 promotores de Justiça, 13 servidores do MPSP, 63 viaturas, 205 policiais militares e 21 policiais civis, foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, na Prefeitura, na casa do prefeito e outros locais. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, através do desembargador Francisco Bruno, afastou o prefeito municipal Guilherme Ávila e um servidor municipal, conforme decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e da 1ª Vara Criminal da Comarca de Barretos. “Essa ação que trata de uma investigação da fraude dos holerites, que culminou com a apreensão de uma grande quantidade de dinheiro em espécie em várias residências, celulares, instrumentos de comunicação utilizados pelos integrantes da organização criminosa e documentos valiosos para descoberta para a participação de cada um deles. Tudo se iniciou em 2019, e as investigações prosseguiram e culminaram nessa fase de hoje”, afirmou o promotor Tiago Dutra Fonseca, que coordenou a operação do GAECO.
Além do cumprimento dos mandados, houve determinação de sequestro de bens e de indisponibilidade patrimonial de 42 pessoas beneficiadas pelos holerites premiados, com ordens emitidas pelo Tribunal de Justiça e 1ª Vara Criminal de Barretos.
Segundo o promotor Tiago Dutra Fonseca, em analise conservadora, mais de12 milhões foram desviados através da máfia dos holerites, com um porcentagem pequena devolvidas aos cofres públicos. “Por isso a importância da indisponibilidade e do sequestro de bens, que são medidas que nós buscamos para garantir o ressarcimento do erário e que seja empregado em benefício da população. As investigações prosseguem e quem tiver participação nesse esquema criminoso vai responder por ele”, afirmou Dr. Tiago.

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