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domingo, 16 de junho de 2024

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Observatório Nacional Contribui para Monitoramento da Anomalia Magnética do Atlântico Sul

O Observatório Nacional (ON) vem desempenhando um papel crucial no monitoramento e compreensão da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas), uma região que abrange o Sul e o Sudeste do Brasil. A Amas é caracterizada por uma intensidade mais fraca do campo magnético terrestre, e seu crescimento na direção oeste tem despertado o interesse e a atenção da comunidade científica. No entanto, de acordo com o ON, não há motivos para preocupação.

Para acompanhar de perto as informações relacionadas à Amas, o ON mantém dois observatórios estratégicos. Um deles, denominado Tatuoca, está localizado em uma ilha em Belém, no Pará, enquanto o outro, conhecido como Vassouras, está situado no interior do Rio de Janeiro. Além desses observatórios, o ON dispõe de estações magnéticas distribuídas por todo o país.

O Observatório de Vassouras, operacional desde 2015, desempenha um papel fundamental na criação de modelos globais e na compreensão da origem da Amas, complementando as missões de satélite que registram o campo magnético terrestre.

Os dados provenientes do Brasil sobre essa anomalia são de extrema importância, pois cobrem uma área onde há escassez de informações magnéticas disponíveis. Isso coloca o país em uma posição privilegiada para desenvolver estudos avançados em geomagnetismo.

André Wiermann, tecnologista sênior do Observatório Nacional, explicou em nota oficial que o movimento da anomalia é gradual e lento, e não afeta de maneira significativa a vida na Terra. É uma característica normal do campo magnético terrestre apresentar variações conforme a localização e a época.

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