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terça-feira, 16 de abril de 2024

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Mulheres procuram a polícia alegando que perderam seus imóveis ao serem enganadas quando contraíram empréstimos

Duas mulheres, sendo uma delas enfermeira, 63 anos e a outra aposentada, 57 anos, estiveram na delegacia e em relato elas afirmaram que adquiriram empréstimos com juros abusivos junto a um empresário, que foi devidamente identificado, tendo a enfermeira tomado emprestado inicialmente o valor de R$60.000,00, e isso foi em dezembro de 2019, mas, segundo ela, lhe foi entregue somente o valor de R$40.000,00.

Já em fevereiro de 2020 ela pegou o segundo empréstimo, valor de R$100.000,00, e desta vez lhe foi entregue o valor integral, vindo a esclarecer que que no empréstimo anterior o investigado alegava que a diferença era devido as taxas cartorárias e com o corretor de imóveis.

Em agosto de 2020 foi a aposentada que tomou por empréstimo a quantia de R$335.000,00 e lhe foi passado o valor integral, sendo que as duas senhoras afirmam que o empresário pedia uma garantia real e também pedia para mesmas assinarem documentos alegando que era apenas uma confissão de dívida e no cartório de registro de imóvel, segundo elas, em nenhum momento lhes eram dada a oportunidade de ler o conteúdo do documento antes de assinar.

Ocorre que após algumas semanas elas tomaram conhecimento que seus imóveis haviam sido transferidos para o nome do empresário e os que não lhe interessa ele venderia, afirmando ainda que os documentos que elas assinaram eram Escrituras de Venda e Compra, ao invés de uma confissão de dívida.

Alegam as vítimas que tal fato gerou um prejuízo a enfermeira, pois os imóveis transferidos para o investigado perfazem o montante de R$750.000,00, mesmo ela tendo pagado toda a dívida em dinheiro.

Também foi afirmado que a aposentada, que pegou R$335.000,00, perdeu o imóvel avaliado em R$600.000,00 e devido aos constantes transtornos com este assunto, o marido dela veio a sofrer um infarto e foi a óbito.

Ao final, foi citado o nome de uma mulher, de 43 anos, que também teria tido participação em todo o caso, que foi registrado como crime contra a economia popular (Usura pecuniária) e encaminhado ao setor de investigação.

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