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domingo, 03 de dezembro de 2023

Notícias

Médico otorrino esclarece sobre causas que podem prejudicar a audição

Nesta terça-feira (26), é celebrado o Dia Nacional do Surdo, uma data que ajuda a dar visibilidade sobre os direitos da comunidade surda.
Em entrevista ao Grupo Jornal de Barretos, o médico otorrinolaringologista, Dr. Rafael Baston, 36, disse que, em março de 2021, pela primeira vez na história, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um relatório mundial sobre a audição. “Eles publicaram uma estimativa qual em 2050, ¼ da população terá um grau de perda auditiva. Trouxeram essa informação para alertar e conscientizar toda população sobre a questão auditiva a nível global”, afirmou.
De acordo com ele, a perda auditiva pode aparecer em qualquer idade, desde o nascimento. “Dentre as causas mais comuns encontramos a Presbiacusia, que seria a perda auditiva relacionada a idade. Mas também podemos citar a perda auditiva devido a exposição excessiva ao ruído, as causas genéticas, infecciosas, rolha de cerume”, citou.
Rafael contou que vem orientando muito a população sobre a questão do EAD e/ou Home-Office, porque as pessoas começaram a usar muito mais fones de ouvido, por um período mais prolongado, o que é muito prejudicial à saúde dos ouvidos. “E com isso, as pessoas precisam ser conscientizadas sobre esse tipo de recurso tecnológico, para não termos, no futuro, uma geração de pessoas com perda auditiva por conta da exposição excessiva ao ruído”, explicou.

Teste da orelhinha

No caso dos bebês, o médico explicou que é obrigatória a realização do teste da orelhinha. “A gente pode ter causas congênitas, causas de origem genética, infecciosas de algum vírus ou bactéria que a mãe tenha tido contato, e que podem passar para o bebê e levá-lo a ter perda auditiva”, disse.

Perda auditiva nos idosos

Sobre a perda auditiva nos idosos, Rafael esclareceu que é um processo próprio do envelhecimento, onde ocorre uma diminuição ou perda da função de células sensoriais especializadas dos ouvidos internos e pode ou não estar associada a diminuição da função neuronal relacionada a audição. “Vale ressaltar que mesmo esse sendo um processo próprio do envelhecimento, independentemente da idade, a pessoa deve escutar bem”, ressaltou.

Reconhecendo os sinais

Ainda de acordo com o otorrino, é importante observar em bebês, quando eles começam a procurar o som da mãe, se eles se despertam fácil com os sons, se interagem com gritinhos ou risinhos. E quando começam a desenvolver a fala, se estão desenvolvendo bem, se estão tentando falar. “Lembrando que, na criança, quando há alteração do desenvolvimento da fala, ela precisa passar por uma avaliação auditiva, pois, às vezes, a criança não fala porque ela não escuta”, ressaltou.
Já nos adultos, os primeiros indicadores de risco da perda auditiva são: quando as pessoas têm dificuldade com a discriminação auditiva em ruídos. “Ou seja, quando elas se queixam que estão escutando, mas não estão entendendo, principalmente em ambientes ruidosos”, apontou.
Ao menor sinal, o médico orienta a procurar um especialista para fazer uma avaliação adequada.

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