segunda-feira, 13 de julho de 2020

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Leitor do JBR pergunta: Como o coronavírus afeta as crianças e como prevenir?

Muitos pais tem feito essa pergunta à seus pediatras. E a resposta ainda é incerta.
Até o momento, por se tratar de uma doença nova, até mesmo em adultos, se tem muitas informações, porém, ainda sendo filtradas e estudadas para aí sim termos dados comprovados e testados.
Os casos pediátricos estão sendo raros, mas isso não significa que as crianças não tenham contraído o coronavírus.
Existe uma grande diferença entre ter o vírus e desenvolver a doença. Assim como vemos e ouvimos falar de pessoas com COVID que ficaram internadas em UTI, outras em enfermaria e outras que não precisaram de hospitalização. Temos casos com pouquíssimos sintomas e em pediatria parece ser assim a grande maioria dos casos.
Os casos respiratórios graves, tem sido pouco descritos, assim como a letalidade em crianças é praticamente zero. Individualizando os casos, principalmente em pacientes pediátricos com comorbidades, ou seja, também existe grupo de risco em pediatria.
Há alguns relatos de pacientes pediátricos apresentando sintomas vasculares, cardíacos e morte súbita, que ainda estão sendo estudados se há ou não relação com COVID.
O que escrevo hoje, já pode estar ultrapassado amanhã, pois as informações estão muito dinâmicas.
De maneira geral, crianças apresentam poucos sintomas, mas isso não significa que não devemos tomar cuidado, uma vez que essas podem ser portadoras do vírus e infectar vários familiares adultos que podem desenvolver a forma grave da doença. Esse é o principal motivo de cancelar as atividades escolares, pois o acúmulo de crianças, aumenta mais a propagação do vírus. A comprovação disso se dá através do número de internações se comparado aos anos anteriores. No hospital que eu trabalho, nesta época do ano, muitas crianças estavam internadas com problemas respiratórios, a UPA, os postinhos e os pronto-socorros de Barretos estavam todos lotados. Durante o isolamento neste ano, vimos uma diminuição importantíssima do número de atendimentos de pediatria por sintomas respiratórios, o que comprova que o isolamento e a higiene funcionam inclusive para outros vírus e bactérias.
Todos devem ter a consciência que crianças sem aula, não significam crianças de férias. Significa que a quarentena deve ser seguida com as recomendações adequadas. No momento a recomendação é permanecer em isolamento social, com finalidade de conter a circulação do vírus até que exista uma vacina que possa proteger todos nós.
Crianças tem poucos sintomas, mas podem disseminar a doença de maneira alarmante. Portanto, cuidem-se! É melhor prevenir que remediar!

Dr. Caio Alves Junqueira Franco
Pneumologista Pediatra
CRM-SP 170848 | RQE 66824-1

Esta sendo disponibilizado  o whatsapp do JBR (17-99773-1430)  para que encaminhem as principais dúvidas, pois no momento, o conhecimento é o nosso principal aliado.

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