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sábado, 20 de julho de 2024

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Joinville Inova no Combate à Dengue com Wolbachia

Joinville, município catarinense conhecido pela sua busca por soluções inovadoras, dará um passo significativo no combate à dengue com a produção de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria wolbachia. A expectativa é que os primeiros mosquitos Wolbitos sejam liberados ainda neste mês de julho, marcando um avanço crucial na estratégia municipal de controle das arboviroses.

A Biofábrica do Método Wolbachia, inaugurada nesta segunda-feira (1º) pela prefeitura de Joinville, já começou a receber os equipamentos necessários para o início das operações. A iniciativa conta com apoio técnico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que colabora na instalação dos dispositivos que serão fundamentais para a produção e liberação dos mosquitos modificados.

A bactéria wolbachia, naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos na natureza e inofensiva aos seres humanos, impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam nos mosquitos Aedes aegypti. Ao liberar os Wolbitos em Joinville, esses mosquitos se reproduzirão com a população local, gradualmente substituindo os mosquitos que transmitem doenças por uma nova geração que não representa risco à saúde pública.

Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, destacou a eficácia do método em outras cidades brasileiras: “Nos últimos anos, vimos uma redução significativa nos casos de dengue onde o método foi implantado, como em Niterói, Petrolina e Campo Grande. Isso reforça a efetividade do método e sua capacidade de impactar positivamente a saúde pública.”

Além de Joinville, outras cidades como Londrina e Foz do Iguaçu (PR) estão em fase de engajamento com o projeto. O método, originário da Austrália e implementado em mais de 20 cidades de 14 países, demonstrou resultados expressivos, como a redução de até 96% nos casos de dengue em algumas regiões, como na Austrália.

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