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sexta-feira, 14 de junho de 2024

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Governo estima prejuízo de R$ 1 bi na rede elétrica com chuvas no RS, diz Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou hoje que o governo estima um prejuízo que ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão devido aos danos causados nas redes de baixa, média e alta tensão no estado do Rio Grande do Sul, decorrentes das recentes enchentes que assolaram a região. Em declaração durante o embarque de especialistas em redes subterrâneas em Brasília, Silveira destacou que mais de 40 ativos de alta tensão foram afetados, contribuindo para o elevado montante de prejuízos.

A mobilização para o restabelecimento da energia elétrica no Rio Grande do Sul está em pleno curso, com a chegada de profissionais especializados em redes subterrâneas, somando-se a um contingente de 1,1 mil agentes de outros estados já engajados nesse esforço. Além do pessoal, empresas concessionárias estão fornecendo equipamentos essenciais para a verificação e substituição de itens danificados.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, mais de dois milhões de pessoas ficaram sem energia devido às enchentes, afetando mais de 570 mil unidades consumidoras. Até o momento, cerca de 300 mil dessas unidades tiveram o serviço restabelecido.

Além das ações emergenciais, o ministro Silveira também informou sobre a finalização de um decreto que visa modernizar os contratos de concessão das distribuidoras do setor energético. Entre as medidas propostas, destaca-se a agilização do atendimento ao consumidor, com penalidades severas para casos de demora injustificada, e a criação de um canal direto entre as distribuidoras e os prédios públicos administrados pelos municípios.

Outro ponto relevante é a garantia da saúde financeira das empresas, com a exigência de comprovação anual de sua capacidade operacional, utilizando um índice que leve em consideração o equilíbrio econômico-financeiro. Serão adotados também mecanismos para avaliar a qualidade do serviço de forma mais precisa, incluindo a medição por bairros e a aplicação de taxas fixas em áreas de difícil acesso.

Para assegurar o cumprimento dos padrões de qualidade e eficiência, as distribuidoras serão avaliadas periodicamente com base na satisfação dos consumidores, além de apresentarem planos de investimentos para melhoria dos serviços a cada cinco anos.

Diante dos desafios impostos pelas enchentes e visando garantir um fornecimento de energia elétrica mais confiável e eficiente, o governo brasileiro está tomando medidas robustas e inovadoras para fortalecer o setor energético e proteger os interesses dos consumidores e da economia nacional.

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