domingo, 09 de agosto de 2020

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Falta de respeito ao distanciamento social é a principal causa dos altos índices de Covid-19 em Barretos, afirma secretário

“Os jovens estão seguindo suas vidas, promovendo festas, não utilizando máscaras, se contaminando, e como em sua maioria são assintomáticos, transmitem a doença para os pais e avós”, a declaração do secretário de saúde do município de Barretos, Alexander Stafy Franco, é um alerta para o alto número de óbitos em Barretos, uma média de 2 por dia.
O secretário afirmou que ocorreram vários casos onde famílias inteiras foram contaminadas. “Em algumas ficou tudo bem, em outras aconteceram casos graves e óbitos”, afirmou.
A expectativa das autoridades municipais da saúde era de que o mês mais crítico da doença seria julho, o que aconteceu na primeira quinzena com vários óbitos e índice de ocupação da UTI acima de 90%. “Foi quanto precisamos abrir a enfermaria da Santa Casa, 52 leitos do Hospital Nossa Senhora e recebemos mais 10 respiradores que estão na UPA”, relatou o secretário.
Após o dia 15 os números ficaram constantes e voltaram a piorar nesta semana com aumento de 8% nos casos confirmados e de 16% nas internações. Enquanto que o isolamento social caiu no mesmo período, chegando a 35% na terça-feira, dia 28, índice menor do que o registrado no início da quarentena em março. “Barretos é uma das três piores do estado em relação ao isolamento social, isso é proporcional ao aumento de casos e internações. Essa semana por exemplo, tivemos mais 12 óbitos”, alerta Alexander.
“ Aqui em Barretos não existe falta de leito de UTI, nem enfermaria, não falta medicação de entubação, não faltam testes. O que falta é a conscientização principalmente da população mais jovem que não respeita o isolamento social porque sofre menos com a doença. A maioria dos óbitos são de pessoas com idade acima de 60 anos e com comorbidades, e os jovens são os principais transmissores. Não é culpa dos empresários, as pessoas não fazendo a sua parte e esta atitude reflete na economia, no comércio. A prefeitura faz o que pode, a Polícia Militar também ajuda na fiscalização, e mesmo assim não é o suficiente para cuidar de mais de 100 mil pessoas que não levam o isolamento a sério”, finaliza o secretário.

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