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sexta-feira, 19 de julho de 2024

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Especialistas debatem riscos de ataques cibernéticos no país

O Workshop RNP, evento dedicado à internet e conectividade, iniciou suas atividades nesta segunda-feira (20) na cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Organizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o encontro reuniu pesquisadores, representantes do governo, empresas e startups para uma série de debates no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Um dos pontos centrais das discussões foi o futuro da segurança cibernética, destacado pelo diretor de Cibersegurança da RNP, Emílio Nakamura. Nakamura ressaltou a importância de investir nesse setor para lidar com os novos desafios apresentados pelas tecnologias em rede. Ele alertou que as ameaças digitais estão evoluindo em uma velocidade maior do que os sistemas de proteção, e setores vitais como financeiro, energia, saúde e transporte estão cada vez mais dependentes de elementos digitais, tornando-se potenciais alvos de ataques cibernéticos.

“Neste momento, é crucial investir em segurança cibernética. As crianças, os jovens, todos precisam de educação cibernética para saber como se comportar no mundo digital e evitar serem vítimas de fraudes e outros ataques”, enfatizou Nakamura. Ele também destacou a necessidade de incorporar a educação cibernética ao currículo escolar e universitário.

Outro tema abordado foi a Rede de e-Ciência, focada na conectividade entre centros de pesquisa, supercomputação, laboratórios multiusuários e infraestruturas científicas. O diretor adjunto de Serviços para Experimentação e e-Ciência da RNP, Leandro Ciuffo, explicou os benefícios dessa rede, que visa a interiorização da conexão de qualidade em diversas regiões do país.

“A Rede de e-Ciência utilizará a estrutura das infovias para melhorar a conectividade em áreas remotas, auxiliando na fixação de professores e pesquisadores nessas regiões e, consequentemente, elevando a qualidade da educação local”, afirmou Ciuffo. Ele explicou que a redução do tempo dos processos científicos e o compartilhamento rápido de informações serão possíveis com essa rede, beneficiando não apenas a comunidade científica, mas também a sociedade como um todo.

Um edital está em andamento para selecionar os primeiros centros de pesquisa que farão parte da Rede de e-Ciência. Ciuffo citou algumas instituições e projetos que poderão se beneficiar, como os dedicados à previsão do tempo, prevenção de desastres ambientais e pesquisa de vacinas e curas para doenças, que demandam o processamento de grandes volumes de dados. Essa iniciativa promete impulsionar a pesquisa científica e a inovação no Brasil, aproximando o país de um futuro mais conectado e seguro.

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