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sábado, 06 de março de 2021

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Empresa de forro é vítima de estelionatários e tem grande prejuízo

O comerciante A.V., 40 anos, proprietário de uma empresa de forro, informou que no dia 3/12/2020, a sua atendente recebeu a ligação de uma mulher, que seria secretária de uma empresa de mármore sediada em Monte Alegre de Minas, interessada na aquisição de forro de PVC, e todas as informações solicitadas foram encaminhadas e as negociações chegaram até um indivíduo identificado como “Rodrigo”, que seria o gerente financeiro dessa empresa, chegando-se a um valor da mercadoria para a venda, na ordem R$49.201,00.
Foi feito o pagamento pela mercadoria na modalidade “cartão de crédito”, por uma pessoa identificada como “Carlos”, que seria o dono da empresa que comprou os produtos, e o valor seria depositado para a empresa vendedora em até 30 dias, sendo solicitada toda a documentação necessária para finalização da venda e ainda consultas em variados bancos de dados para assegurar que a empresa não seria vítima de golpe, estando tudo em ordem.
Finalizada a venda, a empresa adquirente deveria providenciar o carregamento, sendo feito contato com uma empresa de frete, ocasião em que um caminhão coma pessoa, identificada como S.H.Z., 43 anos, apareceu na empresa vítima e fez o carregamento da mercadoria, com promessa de entrega em Uberlândia, Minas Gerais.
Os dados do caminhão e do condutor foram anotados como medida de segurança, sendo o carregamento feito no dia 17/12, existindo consulta junto à operadora de cartão que a venda estava aprovada, e desta forma a mercadoria foi despachada para o destino, mas depois de 32 dias foi verificado que depósito era no valor de R$22.887,90, ou seja; bem menor do que o valor acertado inicialmente.
Como na consulta junto á operadora do cartão de crédito a venda tinha o rótulo de venda aprovada, a vítima aguardou mais dois dias e o restante não foi depositado, e então começou a investigar por conta própria, sendo mantido contato com o motorista, o qual relatou que na ocasião da entrega, já próximo a Uberlândia, ele recebeu uma ligação do “Carlos”, para se encontrarem no acostamento da rodovia, pois a mercadoria adquirida seria disponibilizada em diversos locais e isso o atrasaria muito, dizendo então que a colocaria em outro caminhão e isso foi feito sem que o motorista desconfiasse de alguma coisa, não sendo anotado os dados do outro caminhão, porém foi feita uma foto do veículo, que ostentava placa da cidade de União de Minas.
A vítima conseguiu contato com uma empresa da cidade de Guarulhos, que é a proprietária do caminhão que recebeu a mercadoria fora do local combinado, mas todas as vezes que efetua contato, sua ligação é bloqueada e para agravar a situação, a operadora do cartão começou a recuperar parte do valor destinado a empresa vítima, pois havia ocorrido contestação da ordem de pagamento por parte de “Carlos”, sendo que a operadora de cartão vem descontando o valor de outros clientes que fecham negociação com a empresa, ou seja, os clientes pagam com os cartões daquela operadora e os valores não são repassados para a empresa vendedora, retendo-os sem qualquer explicação visando ressarcir o valor de R$22.887,90.

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