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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

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Economista faz observações sobre a política monetária para controle da inflação e cenário inicial de 2024

Em junho de 2023, o IPCA, principal indicador de inflação utilizado pelo Banco Central, ficou em 3,16% nos últimos 12 meses, abaixo da meta de 3,25%. Diante disso, o Bacen optou por reduzir a taxa de juros de 13,75%, buscando estimular a atividade econômica. As altas taxas de juros vinham sendo mantidas desde agosto de 2022, quando a inflação chegou a atingir 12,13% no ano. Essas são observações que o economista e pós-graduando em Ciência de Dados Gabriel Smania fez para o JBR.

De acordo com ele, sobre o crescimento econômico, as projeções para o PIB brasileiro são otimistas, com previsão de crescimento leve comparado a 2022 (2,9%), em torno de 3%. No ciclo de crescimento econômico atual, o Brasil apresenta resultados positivos. A balança comercial alcançou um superávit recorde na série histórica de US$98,8 bilhões, e a taxa de desemprego atingiu seu menor nível desde 2015, situando-se em 7,5%.

“Para 2024, a meta de inflação é reduzida para 3%, com limites de 1,5% acima ou abaixo, permanecendo constante até 2026. No último semestre de 2023, a conjuntura econômica refletiu uma política monetária expansionista, impulsionando a atividade econômica e com resultados no aumento do emprego e renda”, observou.

O economista acredita que, visando atingir as metas de inflação, podem ser adotadas medidas anticíclicas, e também atuação do Estado sobre os preços administrados. Expectativas do Boletim Focus indicam que o IPCA sobre administrados deve ser em torno de 4,3%. “Um exemplo prático foram os reajustes da Petrobras em 2023, com a retomada de autonomia sobre seus preços com o fim do PPI, reduzindo os preços dos combustíveis, impactando diretamente os fretes e outros bens e contribuindo para o controle inflacionário”, explicou.

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