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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Notícias

Dirigente de centro de umbanda registra queixa por preconceito e discriminação de religião

Um homem de 29 anos informou na delegacia que ele é dirigente de um centro de umbanda no bairro Marília, e que o templo está em funcionamento naquele endereço há três anos, contudo, moradores da vizinhança, mais precisamente dois deles, desde o início do funcionamento do estabelecimento religioso, agem de maneira discriminatória, de modo que a esposa de um deles já questionou a
prática de sacrifício de animais, dizendo que não podem fazê-lo, tendo o declarante respondido que a prática existe, mas que se trata de animais de comum abate (frangos).

Ainda de acordo com o declarante, essas pessoas quando o avistam na rua, ou até mesmo outro frequentador(a) do templo, mudam de calçada, ostentando expressão de desprezo, e sussurram maldizendo a prática religiosa: “Olha o(s) macumbeiro(s) aí)”, e que de forma frequente essas mesmas pessoas vão até o portão do imóvel e reclamam da prática da toca dos atabaques, sendo que em uma dessas ocasiões um homem chutou por várias vezes o portão e disse às funcionárias que estavam presentes, que, se não parasse o barulho, iria “pegá-las”.

Ao final o declarante informou que um dos vizinho teria falado que “aquele tipo de templo, não poderia ficar do lado do seu estabelecimento, para não incomodar seus clientes”, ressaltando que os cultos são todos internos, de maneira que muito pouco se pode ouvir por serem praticados no interior dos cômodos da casa.

O caso foi registrado como preconceito e discriminação, sendo enviado ao setor competente.

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