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sábado, 20 de julho de 2024

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Dia Nacional do Diabetes alerta sobre complicações cardiovasculares e cuidados preventivos

Nesta quarta-feira (26), comemora-se o Dia Nacional do Diabetes, data que destaca a importância da conscientização e prevenção dessa doença metabólica que afeta milhões de brasileiros. O cardiologista Flávio Cure, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Europeia de Cardiologia, enfatizou os riscos das complicações cardiovasculares associadas ao diabetes não controlado, como hipertensão, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e aneurisma vascular.

O Diabetes Mellitus, uma condição caracterizada pela alta taxa de açúcar no sangue (hiperglicemia), pode passar despercebido por muito tempo devido à falta de sintomas evidentes em sua fase inicial. Sintomas como sede frequente, aumento da vontade de urinar, cansaço crônico e falta de energia para atividades cotidianas são sinais que não devem ser ignorados, segundo Cure.

“Todo mundo deve fazer check-ups periódicos com um clínico geral, que pode identificar sinais precoces do diabetes”, enfatizou o especialista. Ele também alertou que, apesar de alguns casos serem assintomáticos inicialmente, o diabetes tipo 2 pode apresentar sintomas que, se diagnosticados precocemente, permitem um controle mais eficaz da doença.

O Brasil ocupa a quinta posição mundial em incidência de diabetes, com 16,8 milhões de adultos afetados, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes. A previsão é que esse número cresça para 21,5 milhões até 2030. Cure destacou que até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 enfrentam problemas cardíacos graves, tornando essencial o controle rigoroso dos fatores de risco, como níveis de glicose e colesterol, prática regular de exercícios físicos e abstenção do tabagismo.

“A neuropatia autonômica e o risco aumentado de AVC são algumas das complicações graves que podem surgir em pacientes diabéticos não tratados adequadamente”, alertou o cardiologista. Ele sublinhou a importância do acompanhamento médico constante para prevenir condições como a insuficiência vascular periférica, que pode levar à necessidade de amputações.

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